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Pintas: qual a hora certa de removê-las?

Para preservar a saúde do paciente, a retirada da pinta pode ser uma indicação segura 10/12/2012 às 09:44
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Pintas no corpo merecem atenção alertam dermatologistas
Cynthia Blink Manaus, AM

Até pode ser um charme no canto da boca da Sarah Jessica Parker, na testa da Sabrina Sato ou na coxa da Angélica, mas quem tem pinta precisa ficar atento. De acordo com os dermatologistas, a maioria dos nevos (vulgo pintas) é benigna, no entanto, podem se transformar em câncer de pele. O risco também vale para as de nascença. Quando essas marquinhas se transformam em malignas precisam ser removidas urgentemente.

Segundo as dicas da dermatologista Drª Carolina Talhari, para identificar se uma inofensiva pinta virou um tumor é preciso está atento ao famoso A,B,C,D, E das pintas : Assimetria, metade da pinta está diferente da outra; Bordas, as margens ficam indefinidas; Cor,  apresenta variação (é o primeiro sinal de perigo); Diâmetro, cresce mais de 6mm; Elevação, passa a apresentar um relevo.

O dermatologista Dr. Fernando Passos lembra que só pode notar alguma mudança quem se conhece.  “Por isso, é fundamental examinar as pintas e acompanhar evoluções para observar se houve alterações de tamanho, consistência  e/ou coloração”, ressalta.

Caso tenha uma pinta suspeita não cutuque, os especialistas reclamam que isso atrapalha no diagnóstico. O que se deve fazer é apressar a ida ao dermatologista, ele é o profissional qualificado para avaliar se uma lesão deve ou não ser removida. No consultório, por meio de um exame simples, o médico consegue identificar  o câncer, mesmo em estágios iniciais. “Para preservar a saúde do paciente, a retirada pode ser uma indicação segura, principalmente se a pinta estiver em uma região do corpo visível que, normalmente, fica exposta ao sol”, afirma o Dr. Fernando Passos.

Câncer de pele

O sol é o grande vilão do câncer de pele. Mas não é aquela pessoa que está todos os dias exposta que sofre o maior perigo, e sim aquela que de tempos em tempos vai à  praia, não preserva a pele e chega até a  descapelar. “Quando o câncer de pele surge por causa dessas circunstâncias é sempre muito grave”, afirma a Drª  Talhari. 

Contudo, é  simples se proteger. Filtro solar, boné, guarda-sol e camiseta  são velhos  conhecidos, e eficientes para evitar o aparecimento do câncer e de  novas  manchas.

A tecnologia também não para de inovar no combate aos raios solares nocivos à pele, já se encontra no mercado brasileiro roupas com proteção UVA e UVB que prometem virar moda.

Estética

Nem todas as pessoas que escolhem remover uma pinta o fazem por uma questão de saúde, às vezes, não passa de estética. A design Priscila Gomes, 25,  nasceu com pintinhas no braço, sobrancelha e queixo e preferiu livrar-se delas. “Eu tirei porque me incomodava muito. Quando eu ia ao salão de beleza fazer a sobrancelha sempre machucava. A remoção foi bem tranquila. Não senti dor ”, contou.

A enfermeira Yara Rosa, 42, já sabia que seu sinal no nariz podia se transformar em câncer. Ela fez os exames e descobriu que não tinha com o que se preocupar, ainda assim, quis retirar. “Já tem mais de oito anos que tirei o sinal do meu nariz. Não gostava dele, era grande, foi uma questão estética mesmo. Gostei do resultado, a cicatriz  é quase imperceptível, igual a  uma marquinha de catapora”, explicou.

A razão para fazer regularmente um  check up com o dermatologista é manter sua saúde em dia.  Por tanto, nada de subestimar os cuidados com a sua pele.