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Bienal Coletiva

Pluralidade cultural vai marcar primeira Bienal do Livro Amazonas

Em entrevista coletiva, Secretário de Cultura do Amazonas e os quatro curadores da bienal falaram sobre o que espera o público que vai prestigiar o evento de 27 de abril a  6 de maio 24/04/2012 às 12:23
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Curadores da Bienal do Livro Amazonas que vai ser aberta no dia 27 de abril em Manaus
Cassandra Castro Manaus

Um evento para agregar experiências e com espaço para todos os públicos, desde os que ainda sequer sabem ler direito até os leitores adultos. Esta é a proposta da I Bienal do Livro Amazonas que promete movimentar a cena cultural de Manaus  a partir do dia 27 de abril.

O Secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga afirma que a I Bienal do Livro Amazonas  é uma atividade que o Estado já reclamava há muito tempo. “ Esperamos que ela sirva para impulsionar ações conjuntas que estimulem a leitura na capital e no interior do Amazonas”, disse Robério.

Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (12) em Manaus, os quatro curadores da  Bienal falaram sobre a programação geral que vai contar com a participação de escritores internacionais e nacionais.  O carro-chefe da programação cultural será o Tacacá Literário, versão adaptada do Café Literário realizado nas bienais de outros estados brasileiros.  De acordo com Rogério Pereira, um dos curadores da bienal,  o Tacacá Literário vai proporcionar o encontro e o diálogo entre autores locais e também de outros estados e países. “ Aqui mesmo  no Amazonas, nós temos os escritores Thiago de Melo e Márcio Souza além de outros autores que extrapolam as fronteiras do Brasil”. 

Rogério falou que a ideia da bienal é trazer para o Amazonas as principais vozes literárias do Brasil.  Ele contou que os curadores trabalharam com mais de 100 autores para selecionarem desses, 42 escritores. “ Muitos escritores como por exemplo , Milton Hatoum, não vão poder estar aqui por conta de compromissos em agenda. Mesmo com a ausência de alguns deles, nós procuramos montar uma programação bem consistente “.

A bienal também vai contar com outros espaços culturais e lúdicos, como por exemplo, a Floresta de Livros.  Daniela Chindler , que também é curadora do evento  conta que a Floresta de Livros vai apresentar um mix de linguagem no qual vão ser apresentados 57 espetáculos de curta duração mas com uso de diversos recursos cênicos.

A atriz amazonense Socorro Andrade é curadora do Livro Encenado e falou que atores convidados vão ser mensageiros do principal protagonista do espaço: o livro . Socorro confirmou nomes de três atores brasileiros que vão participar do espaço: Mel Lisboa, Beth Goulart e Caio Blat. Outros dois atores ainda vão confirmar a participação.

A bienal também vai ter espaço para discussões sobre assuntos atuais. É o  Território Livre que vai  contar com arenas montadas para tratar de assuntos que vão desde o bullying até sustentabilidade, passando também  por redes sociais, horóscopo e , claro, poesia. A curadora do Território Livre, Suzana Vargas, diz que o espaço é muito parecido com o Tacacá Literário, com dois convidados e um mediador e vai abordar assuntos da atualidade. Ela falou de dois convidados que irão falar sobre drogas, o escritor Guilherme Fiuza  e João Estrella. Fiuza é autor do livro Meu Nome não é Johnny que foi adaptado para o cinema pelo diretor Mauro Lima. O filme conta a história de João Estrella.

A 1ª Bienal do Livro Amazonas vai ser aberta no dia 27 de abril. Ela será realizada no Studio 5 Centro de Convenções e irá funcionar até o dia 6 de maio, das 10h às 22h. Confira programação no site www.bienaldolivroamazonas.com.br