Publicidade
Entretenimento
Vida

‘Porto de lenha’ é a cara de Manaus!

No dia do aniversário da cidade, BEM VIVER divulga resultado de enquete 24/10/2012 às 10:03
Show 1
Portal acritica.com recebeu 1.200 votos em uma semana de enquete
ROSIEL MENDONÇA Manaus

Existem vários tipos de música: para levantar o astral, para curtir ao lado dos amigos, para chorar as mágoas... Mais que isso, existem canções que têm o poder especial de reativar memórias afetivas e de transportar o ouvinte para outra época ou lugar.

Era essa ideia que estava por trás da enquete realizada pelo BEM VIVER em parceria com o portal Acritica.com para comemorar o aniversário de Manaus. Afinal, qual música do repertório amazonense tem mais a “cara” da nossa cidade, que comemora hoje seus 343 anos?

Depois de uma semana de votação, em que foram computados 1.200 votos, “Porto de lenha” (Aldísio Filgueiras e Zeca Torres/Torrinho) apareceu disparada na preferência dos leitores com 41,2% votos. Em seguida, aparecem “Deixa meu sax entrar” (Teixeira de Manaus), com 14,7%, e “Amazonas moreno” (Osmar Gomes e Celdo Braga), com 10,9%.

O poeta e compositor Aldísio Filgueiras ficou feliz com o resultado e até hoje acha difícil explicar a empatia que as pessoas nutrem por “Porto de lenha”. “Talvez seja porque ela vai direto ao assunto, não apela muito para sentimentos. É muito bom saber que as pessoas têm muito respeito por esse trabalho”, declarou.

Zeca Torres, mais conhecido como Torrinho, atribui um significado especial à composição, feita num momento marcado pela censura artística. “Ela atravessou tudo isso, foi se adaptando conforme o tempo e é hoje uma canção muito popular”, disse.

PARCERIA

A música que é a cara de Manaus surgiu no início dos anos 1970 de um longo poema escrito por Aldísio Filgueiras, que se inspirou em uma composição de Torrinho e Wandler Cunha. Por sua vez, a dupla de compositores resolveu musicar vários trechos do poema.

“A intenção era transformar em uma suíte com vários movimentos. Devem ter saído quatro ou cinco canções e ‘Porto de lenha’ foi uma delas", revelou Zeca Torres. Segundo ele, o projeto da suíte acabou ficando pela metade. ”Foi o Zeca quem escolheu a parceria; quando vi, a música já estava pronta. É uma canção muito bem construída“, complementou Filgueiras.

Para o poeta, a crítica por trás de ”Porto de lenha“ continua atual. ”Apesar de Manaus ser um corredor de passagem para uma classe média que não se preocupa em pensar a realidade, acredito que há um amadurecimento na percepção que temos de nós mesmos“.

Do ponto de vista do significado que carrega, Torrinho considera ”Porto de lenha“ a música mais importante da sua carreira. ”O segredo dela é a simplicidade. Ela é especial pela parceria com o Aldísio e por ter um significado para a cidade. É gratificante deixar esse legado“.


(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).