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Pratos e bebidas das ceias de fim de ano: planeje bem e gaste só o suficiente

Quem dá as dicas é o administrador Antônio Carlos Andrade Conceição, que é também professor universitário, Mestre em Turismo e Hotelaria e Especialista em Planejamento Estratégico. Ele explica a origem histórica das mesas fartas nas comemorações de fim de ano e algumas dicas básicas para selecionar corretamente o que comprar, sem furar o orçamento 23/12/2012 às 18:00
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A ceia precisa ser colocada na ponta do lápis, para satisfação dos convidados e de seu orçamento
Laynna Feitoza Manaus, AM

As festas de fim de ano se sobressaem, não apenas como símbolos de fraternidade e transição (por conta da virada do ano): quem nunca esperou pelo mês de dezembro sem sonhar com as ceias de Natal e de Ano Novo? Porém, o desejo de uma mesa farta na passagem das duas datas comemorativas acaba fazendo muitas pessoas exagerarem nos gastos e perderem o controle da quantidade de alimentos e bebidas a se comprar.

O administrador Antônio Carlos Andrade Conceição, 49, é também professor universitário, Mestre em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí e Especialista em Planejamento Estratégico pela Universidade Autônoma de Lisboa (UAL). Ele explica a origem histórica das mesas fartas nas comemorações de fim de ano e algumas dicas básicas para selecionar corretamente o que comprar, sem perder dinheiro além da conta.

Desde os primórdios

De acordo com o professor, a cultura de estar sempre com a mesa farta em comemorações é remanescente de nossos antepassados históricos. “Segundo Joaquim Antônio Janeiro (2000), a arte de cozinhar e quase tão antiga como o próprio homem. Ela nasceu quando o homem primitivo, inconscientemente ou não, aproximou um pedaço de carne ao fogo a que se aquecia e verificou que a carne se tornara mais saborosa e mais fácil de comer”, assegurou Andrade.

A permanência de tais hábitos histórico-culturais firma-se até hoje. “Uma simpatia do Egito Antigo, ainda praticada na atualidade, é comer lentilhas na passagem de ano para atrair fartura, sorte e prosperidade para o ano seguinte”, afirmou. Ainda conforme, pratos bem executados podem gerar discussões saudáveis e mais produtivas à mesa, aspecto que provém também da cultura ancestral.

Bons pratos influenciam nas decisões à mesa

“Para comer e beber antes de discutir questões importantes é uma prática conservada até hoje por executivos, que fecham grandes negócios em almoços ou jantares. Diante de um bom prato, é natural se discutir com mais bom senso, facilitando as decisões. Os romanos alimentavam os poços com figos, obtendo uma carne de sabor todo especial para o preparo de frios. Não só o casamento, mas também o nascimento, o batizado, o aniversário, a morte são momentos de grandes mudanças na vida do homem, comemorados em cerimônias nas quais o alimento está sempre presente”, certificou o mestre.

Dosagem e classificação para evitar gastos desnecessários

Porém, as influências exercidas por bons pratos e bebidas no humor precisa ser dosada, principalmente no que diz respeito à saída de dinheiro. É comum muitos se empolgarem com as datas festivas e extrapolarem nos gastos. Para melhor organizar as finanças no período de festas, é preciso atentar à alguns fatores primários, para um melhor planejamento, apontou o professor Antônio.

“O seu estilo de vida e personalidade de acordo com seu orçamento. É preciso questionar a sim mesmo: para que são essas comidas e bebidas? Qual a razão? É uma festa em família, noivado, casamento, batizado, formatura, fim de ano? Como são seus convidados? Tem o hábito de comer muito ou pouco?” pontuou o professor. Essa análise ajuda a classificar as características necessárias para servir bem sem causar quebra nas contas.

Por os números na ponta do lápis também é algo que pode aliar-se à economia nesta época do ano, o que parece relativamente impossível. Ir de encontro à realidade e classificar o público que estará presente nas comemorações faz-se necessário, principalmente para quem possui baixo orçamento. Mais abaixo, o professor fez um esquema ideal para abranger a satisfação na mesa e a alegria pós-festas.

“O que vai determinar a quantidade de bebidas e comidas é o número de pessoas convidadas para o evento e o que vai decidir é o tipo de público: é adolescente, melhor idade, casais, só homens? Uma dica básica seria para público bem diversificado o seguinte cálculo: 4 latas de cervejas p/ pessoa, 300 ml de água p/ pessoa, 300 ml de refrigerantes p/ pessoas, 1 Garrafa de Vinho p/ cada 10 pessoas, 8 salgadinhos p/ pessoa, 300 gr de carne p/ pessoa, 300 gr de guarnição: legumes, arroz, etc.”, planejou o mestre.

Complementos inteligentes

Além dos pratos tradicionais, como o peru de Natal, a rabanada, vinhos e champagnes, outros complementos podem ser adicionados, para que possa render à todos os convidados, conforme o administrador.

“Fazer comidas a base de massa tipo Lasanha, Canelone, Panquecas, pois rende bem. Refrigerantes e sucos são ótimos para saciar a fome; cerveja também é uma ótima dica, pois também sacia a fome se forem complementadas com salgadinhos tipo coxinhas, croquetes, empadas, kibes, etc.” concluiu o professor Antônio. Após as orientações, planeje os gastos e boas festas!