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Presidente da FEBRAPE diz que é preciso incentivar a pesquisa e a profissionalização na área de estética

A presidente da Federação Brasileira dos Profissionais Esteticistas (FEBRAPE) explicou sobre o avanço significativo de interessados na prática da estética no Amazonas, afirmando haver lacunas a serem preenchidas, como a evolução científica dos profissionais do ramo 28/09/2012 às 16:18
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A presidente da FEBRAPE, esteticista Sandra Bovo, em entrevista ao acritica.com
Laynna Feitoza Manaus, AM

O ramo da estética no país é constantemente lembrado como aquele que envolve, superficialmente, os elementos externos da aparência de homens e mulheres. Com o advento da imagem, há cada vez mais interessados em aperfeiçoar os aparatos físicos, gerando, consequentemente, maior abertura de campo comercial aos responsáveis pela aplicação dos procedimentos estéticos.

Ainda que o quesito ‘aparência’ soe, no entendimento popular, mais imponente no âmbito dos tratamentos estéticos, há outras esferas que despertam a preocupação de profissionais regulamentados da área, sinalizando um alerta ao rol da prática profissional de esteticistas.

Com o intuito de divulgar informações sobre a perspectiva da profissão, assim como as atuais propostas de regulamentação que abrange o núcleo profissional da estética, veio a Manaus a esteticista Sandra Lúcia Bovo, presidente da Federação Brasileira dos Profissionais Esteticistas (FEBRAPE). Sandra Bovo está na capital manauara desde o mês de agosto, oferecendo palestras em instituições de ensino que possuem o curso de estética  sobre as condições e regulamentação da profissão no Brasil.

A esteticista, que possui 30 anos na área, explicou sobre o avanço significativo de interessados na prática da estética no Amazonas, afirmando haver lacunas em outros âmbitos da profissão que precisam ser preenchidas, como a evolução científica dos profissionais do ramo.

“O campo da estética está inundado de pessoas interessadas em praticá-la. Porém, há uma certa carência de incentivo à formação acadêmica e de pesquisadores na área. O único profissional habilitado para executar a estética em todas as suas dimensões é o esteticista, e tanto o consumidor quanto aquele que pratica a estética precisam estar cientes disso”, informou a presidente, lembrando que há uma nova associação de esteticistas a ser implantada em Manaus, que ainda será definida em assembléia com a FEBRAPE.

Projeto de lei e luta classista

A lei de reconhecimento à profissão, segundo a presidente da FEBRAPE, já está em vigor. “A lei que reconhece a estética enquanto profissão é a 12.592, de 18 de janeiro de 2012. Ela cobre a profissão de esteticista enquanto atividade profissional, reconhece que a profissão é a única a poder executar os procedimentos de estética”, ressaltou Bovo, dizendo que há mais um passo a avançar na luta pelos deveres do profissional de estética.

“São 11 anos de luta classista dentro de Assembleias Federais, Municipais e Estaduais. Temos um projeto de lei que tramita em esfera federal, que é o 959/03. Este projeto já passou pela Comissão de Trabalho e pela Comissão de Justiça e Cidadania, e está aguardando a pauta de votação na Câmara Federal para ir à votação no Senado, e ir à sanção da Presidente de República”, pontuou Bovo, dizendo que a profissão de esteticista é composta por 99,9% de mulheres, totalizando cerca de 120 mil profissionais no país, onde 60% deste número concentra-se em São Paulo. Conforme a presidente, o projeto de lei vai além do reconhecimento da profissão, e contempla todas as atividades específicas e os direitos da categoria profissional.

Estética e as cadeiras de pesquisa

De acordo com a representante, o rol da estética vem sendo ocupado por profissionais de outras áreas, impossibilitando a continuidade de pesquisas na profissão. “Estamos preocupados com a seara acadêmica, que tem campo vasto aqui no Amazonas, por conta dos recursos fitoterápicos (produtos e cremes desenvolvidos através de plantas) existentes aqui. Esse estado tem potencial de sobra para aperfeiçoar e desenvolver pesquisas na área. Precisamos da evolução da categoria no campo de pesquisa para garantir a qualidade de vida e saúde dos clientes”, acentuou Sandra.

Na área da estética há os ramos de cosmetologia, biocosmética, biotecnologia, nanotecnologia, eletroterapia, entre outras. Conforme Bovo, os equipamentos e produtos avançam em tecnologia, e daí parte a necessidade do avanço do profissional esteticista. “Queremos avançar o profissional na ciência acadêmica e nas cadeiras de pesquisa, para acompanharmos o advento da tecnologia. Estética deve ser apenas praticada por esteticistas”, levantou a presidente.

Estética e o PIB

A estética fornece o segundo maior PIB do país na categoria das profissões, segundo Sandra, ficando atrás apenas da área de construção civil. “Os produtos de estética/cosmética são muito consumidos atualmente. Isso gera emprego direto e indireto em escalas absurdas”, sinalizou a representante. E finaliza: “Estética não é só aparência, é qualidade de vida, saúde e bem-estar, que só pode ser garantido quem tem formação na área. O aprimoramento, a evolução científica dessa categoria é o que vai fazer o diferencial na prevenção da saúde da população”.

Projetos no Amazonas

A primeira reunião da presidente da FEBRAPE com esteticistas do Amazonas ocorreu em parceria com o Centro de Terapias Corporais e Emocionais, na rua Itacoatiara, 356, bairro Cachoeirinha, que lançará o primeiro curso de pós-graduação, intitulado ‘Estética e Biocosmética’, voltado para a categoria profissional. O objetivo principal é preparar o profissional para atuar na coordenação de cursos técnicos, de nível superior e de pós-graduação.

O acadêmico do curso de pós-graduação, segundo Sandra Bovo, será habilitado para gerenciar instituições de saúde na área, onde receberão treinamento na área de cosmetologia e biocosméticos. A primeira turma terá início no dia 13 de outubro. Para efetuar a matrícula, basta se apresentar ao estabelecimento.

Serviço

Centro de Terapias Corporais e Emocionais

(Rua Itacoatiara, 356, bairro Cachoeirinha)

(92) 3622-4393