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Prisão do prefeito de Tapauá (AM) pode ser revista pelo TJAM

Segundo informações do gabinete do desembargador Djalma Martins, está sob a análise do magistrado um novo pedido de revogação das prisões preventivas de Carlos Gonçalves, e do secretário de Administração de Tapauá, Edson Soares, também preso sob a acusação de tráfico de drogas 03/01/2012 às 07:10
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Desembargador Domingos Chalub durante entrevista à imprensa, nessa segunda-feira (2), explicou porque negou o primeiro pedido de revogação das prisões do prefeito e do secretário de Administração de Tapauá
LÚCIO PINHEIRO Manaus

Pela segunda vez em três dias, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) vai decidir se os 18 mil habitantes de Tapauá (a 450 quilômetros de Manaus) permanecem ou não sem prefeito. No cargo interinamente, o presidente da Câmara do município, Carlos Gonçalves, está preso em Manaus desde o último sábado (31), acusado de tráfico de droga.

Segundo informações do gabinete do desembargador Djalma Martins, está sob a análise do magistrado um novo pedido de revogação das prisões preventivas de Carlos Gonçalves, e do secretário de Administração de Tapauá, Edson Soares, também preso sob a acusação de tráfico de drogas.

Djalma Martins é o magistrado plantonista do TJ-AM até o próximo domingo. O primeiro pedido de revogação das prisões do prefeito e do secretário foi negado no último domingo pelo então desembargador plantonista, Domingo Chalub.

De acordo com o gabinete de Djalma Martins, a defesa dos acusados entrou com o recurso no TJ-AM por volta das 16h de ontem. Às 18h, o pedido de revogação das prisões foi encaminhado ao magistrado. Segundo o gabinete, pelo horário em que o pedido chegou às mãos do desembargador, não haveria tempo para uma decisão ainda na noite dessa segunda-feira (2).

O advogado do prefeito e do secretário municipal de Tapauá, Jender de Melo Lobato, confirmou ontem a A CRÍTICA que protocolizou o recurso.

Sem prefeito

De acordo com o vereador Manoel Diomédio (PV), até ess segunda-feira, os próprios vereadores não sabiam sobre quem comandaria a prefeitura da cidade com a prisão de Carlos Gonçalves mantida pela Justiça.

O vereador dise que a vice-presidente da Câmara de Tapauá, Edicleide Queiroz (PV), que seria a primeira na linha sucessória, não havia se manifestado sobre o caso.

A reportagem tentou falar com a vereadora, mas ela não atendeu as chamadas ao número 9100-0032. Um dia depois de negar o pedido de revogação da prisão de Carlos Gonçalves, o desembargador Domingos Chalub defendeu, nessa segunda-feira, que a prisão do prefeito é necessária para a investigação do crime.

Tanto o decreto de prisão quanto a manutenção do mesmo foram assinadas por Domingos Chalub, no plantão TJ-AM. Nessa segunda, o desembargador convocou a imprensa para justificar as decisões tomadas por ele, e explicar que as mesmas não definem se os acusados são inocentes ou culpados.

Carlos está preso em uma cela especial da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) em Manaus. A prisão foi decretada com base num pedido feito pelo chefe de polícia da cidade, Rildo da Costa Santos. Rildo acusa o prefeito em exercício de ser o destinatário de três caixas contendo maconha, entregues por uma aeronave no aeroporto do município no último dia 22 de dezembro.

A polícia chegou até o caso por meio de denúncia. O secretário de Administração da cidade, Edson Soares, também teria participação no crime, segundo o chefe de polícia.