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Produção de castanha deve dobrar em Manicoré (AM) com processo mecânico

Com novo processo, cooperativa que produz uma média de 80 toneladas de amêndoas por ano pretende chegar a um volume de 130 toneladas em 2012 01/03/2012 às 20:30
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Máquinas e equipamentos permitirão a separação da casca da amêndoa da castanha
acritica.com Manaus (AM)

A instalação de máquinas e equipamentos que permitirão a separação da casca da amêndoa da castanha por meio mecânico é o novo negócio da Cooperativa Verde de Manicoré (Covema), instalada no município de Manicoré (a 333 quilômetros distante de Manaus).

Com o novo processo, a cooperativa que produz uma média de 80 toneladas de amêndoas por ano pretende chegar a um volume de 130 toneladas para a safra de 2012, com expectativa de atingir até 600 toneladas nas próximas safras. Isso corresponde ao resultado do processamento de 60% da matéria-prima produzida no município que gira em torno de mil toneladas hoje.

De acordo com a cooperativa, a atividade, que anteriormente era feita manualmente, será realizada com auxílio de uma máquina capaz de processar até 4 mil kg de produto acabado por dia, além da melhoria e ampliação da capacidade de pré-beneficiamento como secagem e classificação.

Mais emprego
Conforme a Covema, o novo processo irá assegurar 60 postos de trabalho temporários na usina durante o período de safra que vai dos meses de março a junho, além de reduzir o custo de produção em cerca de 40% em relação ao processo anterior.

Com os investimentos, cada castanheiro espera ganhar R$ 10 a mais por cada lata de 10 kg comercializada do produto. Com isso, o castanheiro cooperado irá aumentar sua margem de ganho, proporcionalmente, ao volume comercializado para cooperativa, que hoje é em média de R$ 25 por lata de 10 kg.

Segundo o presidente da Covema, Sirdei Nogueira, 85% da produção será comercializada nos mercados dos estados de São Paulo e Minas Gerais e o restante vai atender o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) que fornece cardápio regionalizado às escolas do município e do Estado.

Investimentos
A Covema também recebeu um aporte financeiro do BNDES (Fundo Social), de R$ 700 mil, por intermédio do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil. Os recursos estão sendo utilizados para capital de giro, investimentos e compra de equipamentos.

Para o chefe do Departamento de Produtos Florestais, Willis Vieira Meriguete, a Cooperativa tem desempenhado um forte papel na região por explorar a Amazônia de forma sustentável, gerando emprego e renda para os moradores da comunidade.

Willis, que visitou a comunidade e acompanhou a instalação do maquinário, conta que a expectativa dos extrativistas é muito grande. “A castanha é um produto típico da região e que cada vez mais tem ganhado o mercado nacional e internacional”, disse.

A nova fase da Covema tem apoio do Governo do Estado, financeiramente e tecnicamente, por meio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado doAmazonas (Idam) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS).