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Professor de música de Manaus é convidado a participar de intercâmbio cultural na Itália

Maestro irá se apresentar em evento que ocorrerá do dia 14 a 25 de maio, no Vaticano. Pedrinho Sampaio ensina música para alunos de várias idades e recebeu convite de comissão italiana pela terceira vez 28/04/2014 às 16:13
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Maestro foi convidado pela terceira vez para participar de evento que seleciona músicos de vários países
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

O talento do maestro amazonense Pedrinho Sampaio, 55, será apresentado durante o 33º Intercâmbio Cultural da União Católica Artística Italiana (Ucai), que acontecerá entre 14 e 25 de maio deste ano, na Galeria La Pigna, do Vaticano, na Itália. Esta é a terceira vez que o professor de canto-coral do Centro Municipal de Arte-Educação (Cmae) Aníbal Beça, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), é convidado para participar do evento. 

“É um sentimento de prazer em poder levar a arte amazonense para aqueles lugares onde poucos conhecem de verdade o Brasil e o Amazonas. Um sentimento de que aquilo que a gente faz com o coração, e bem feito, tem reconhecimento. Não só dos amigos, mas também dos artistas e comissões na Itália, que fazem essa avaliação de vários artistas ao redor do mundo”, disse Sampaio. 

Na primeira vez em que participou do evento, em 1995, o maestro apresentou uma ópera, intitulada “Babilônia, Babilônia”, em homenagem ao aniversário do Papa João Paulo II. “Por ter um tema bíblico, o Apocalipse, que veio inclusive cheio de questionamentos, foi muito bem recebida pela Ucai. O papa, na ocasião, ficou muito emocionado. Esse ano o coordenador do evento pediu para que eu relembrasse os trechos da ópera, também como uma singela homenagem a João Paulo II, que foi santificado”, contou Pedrinho.

Além de dividir o palco com grandes artistas brasileiros e internacionais, ele regerá a ópera com os artistas do coral e da orquestra do Vaticano. “Todos os artistas são convidados, entre eles tem escultores, pintores, artistas plásticos, e eu sou o músico convidado”, completou. 

Ele ensina música para cerca de 360 alunos com idades entre 12 e 70 anos. “Comecei a desenvolver o trabalho perguntando dos pais e avós que acompanhavam os alunos se eles não estavam interessados em aprender música. Falava dos benefícios que o canto e a música faz para a saúde e para a alma, e eles foram aderindo”, comentou.  

Pedrinho Sampaio leciona para alunos de 12 a 70 anos, no Centro Municipal de Arte-Educação (Cmae) Aníbal Beça (Foto: Divulgação/Cleomir Santos)

O maestro leciona no Centro de Artes Aníbal Beça da Semed desde 2010. “Eu trabalhava no antigo núcleo da coordenadoria de artes e posteriormente recebi o convite para vir para o Aníbal Beça. Foi uma grande felicidade porque aqui eu posso desenvolver as atividades da minha especialidade, a música. Desenvolvo o trabalho de canto-coral com jovens e adultos, nos três turnos”. 

Pedro é professor graduado em Educação Artística pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam); formado em música com especialização em piano na Escola de Música Ivete Freire Ibiapina, especializado em Sintetização e Música Eletrônica, músico profissional registrado no Conselho Regional do Amazonas, como "Pianista e Organista Erudito e Popular” e pós-graduado em Tecnologia Multimídia também pela Ufam. 

Inspiração

“Inspiro-me muito nele, que é um grande artista”, disse o aluno de Pedro, Francisco Eduardo Silva, 15, sobre o professor. Francisco participa das aulas de canto-coral e teatro no Cmae Aníbal Beça há seis meses e disse que as aulas contribuíram para o desenvolvimento artístico dele. “Canto no coral da igreja e quando comecei a participar das aulas melhorei minha postura e aprendi a usar o diafragma. Eu pensava que cantar era simples, mas tem todo um treinamento desenvolvido”.

Assim como ele, a dona de casa Celita Correia da Silva, 55, também estuda canto no Centro de Artes.  Ela contou que se sente honrada em ter aulas com Pedrinho. “Ele é muito interessado e ensina com amor e carinho. Tenho aprendido muito com ele. A música trouxe várias coisas boas para a minha vida. Quando comecei eu não sabia suspirar na hora certa, não ouvia bem a música, pensava que cantar era cantar de qualquer jeito. Depois que comecei a fazer aulas vi que não era assim”.

*Com informações da assessoria