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LANÇAMENTO

Professor e pedagogo amazonense lança livro contando as histórias e estórias de Manaus

Na próxima sexta-feira (10), Almir Barros Carlos irá lançar a obra "Vi e vivi em Manaus" às 17h na Galeria Francisco Antonaccio, localizada na rua Monsenhor Coutinho, 527, bairro Aparecida 09/11/2017 às 23:10
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(Foto: Acervo/ A Crítica)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

"Vi e vivi o antes e o depois da Zona Franca, tenho minhas convicções e pensamentos acerca deste advento que transformou minha bela, pacata, brejeira e provinciana Manaus numa metrópole com todos os problemas sociais que o 'progresso' traz". É dessa forma que o professor Almir Barros Carlos define a capital amazonense, sua terra natal. Na próxima sexta-feira (10), ele irá lançar a obra "Vi e vivi em Manaus" às 17h na Galeria Francisco Antonaccio, localizada na rua Monsenhor Coutinho, 527, bairro Aparecida.

De maneira sutil, e à vezes cômica, o professor nos conta passagens da década de 1960, quando a cidade tinha pouco mais de 200 mil habitantes. "Decidi escrever as reminiscências da minha infância e juventude, de uma maneira em que eu pudesse retratar como era a nossa Manaus na década de 60 até 80", afirma Almir Barros.

De acordo com o professor, a ideia para a elaboração do livro surge no momento em que ele percebe as grandes mudanças na qual a cidade passou e passa. "Comecei a escrever no momento que percebo que a nossa Manaus está muito mudada. Não tem mais nada a ver com a cidade de outrora", conta. 

Antes de publicar o livro, Almir conta que já escrevia artigos sobre a cidade para um site chamado "Amazônia na Rede". "Meus amigos sugeriam transformar os artigos em livro para ajudar, principalmente os jovens, a conhecer alguns locais que já não possuem a mesma denominação de antes", complementa.

Lembranças

Na obra, o autor relembra a época em que Manaus ainda não era uma metrópole. "Manaus, do final da década de 1950 até meados de 1980, apresentava características de cidade provinciana, onde todos se conheciam e se cumprimentavam. Não tínhamos embarcado, ainda, na era dos grandes shoppings centers; os balneários fervilhavam, assim como os barzinhos e os clubes sociais... Os bailes eram muito concorridos e as paqueras eram românticas e serenas", recorda. 

"A juventude frequentava as praças e os logradouros públicos; estudantes andavam pelas ruas do Centro e pela Praça do Congresso em conversas e sorrisos joviais", complementa.

Ele ainda recorda um hábito comum na época, que foi se perdendo conforme a correria do dia a dia foi se acentuando na vida dos amazonenses: a "sesta", uma breve cochilada no início da tarde, geralmente após o almoço. "A cidade toda tirava sua 'sesta' e ainda tínhamos um tempo para um 'dedo de prosa'. A chegada de um navio, de um circo ou de um time de futebol de fora, era um acontecimento", recorda o escritor.

Sobre o autor

ALMIR BARROS CARLOS, amazonense de Manaus, Pedagogo formado pela Universidade Federal do Amazonas, com Pós-Graduação em Gestão Escolar, Doutorando em Psicologia Social pela Universidade John Fritzgerard Kennedy de Buenos Aires, Argentina. Foi Diretor da Unidade Educacional de São Geraldo de 1983 a 1985; Diretor da Escola Estadual Solon de Lucena, de 1985 a 1987 e de 1996 a 2000; Criou o Centro Integrado de Educação do Amazonas - CIEAM, sendo seu 1ª Diretor; Foi professor da Universidade Estadual do Amazonas - UEA, em Parintins e em Manaus de 2002 a 2011; Foi Coordenador Geral da Escola Superior de Advocacia da OAB/AM de 2013 a 2015. É autor do livro sobre drogas: "Você escolhe o caminho", base de sua Tese de Doutorado a ser defendida em janeiro de 2018