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ALIADOS DIGITAIS

Profissionais compartilham experiências e dão dicas para atuar na internet

8º Congresso de Comunicação da Faculdade Devry Martha Falcão aconteceu nesta quinta-feira (23) reunindo estudantes, blogueiros e jornalistas 24/11/2017 às 16:44
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(Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus, AM

 Atuar em comunicação digital requer muito mais do que simplesmente estar online e conseguir seguidores. Conteúdo de qualidade, conhecimento especializado, compromisso e ética são os ingredientes necessários para conseguir uma presença marcante e respeitada na Internet. Esta foi a conclusão dos integrantes da mesa-redonda multidisciplinar do 8º Congresso de Comunicação da Faculdade DeVry | Martha Falcão, na noite desta quinta-feira (23), que debateu “Comunicação, Tecnologia e Cultura Digital”. Atuando de maneiras distintas neste universo, profissionais relataram as experiências pessoais e deram algumas dicas para quem deseja atuar nesta área.

Com 86 mil seguidores no Instagram, 50 mil no Facebook e 11 mil no YouTube, o ‘É de Comer’ é um case de sucesso local. E engana-se quem pensa que esses números foram conquistados por acaso. O blog foi criado em 2012 pelo publicitário Victor Israel depois de formado e de ter concluído o primeiro curso de Marketing Digital do País, em São Paulo. Com conhecimento técnico e prático, o publicitário conquistou autoridade para afirmar que o conteúdo deve ser o foco. “Isso é o que vai fazer a diferença para se ter seguidores, engajamento, uma presença digital com relevância (...). As pessoas não querem ter motivo para ter seguidor, a diferenciação será via conteúdo, com representatividade, assim é que se consegue ser respeitado”, disse.  

Outra dica de Victor Israel é trabalhar com planejamento. “Para criar conteúdo é importante planejar. Faço um planejamento mensal de quais vídeos vou lançar no canal. Geralmente são oito vídeos por mês: quatro de receitas e quatro de viagens. Planejo também as publicações das redes sociais (Instagram e Facebook). Com base nisso, crio um cronograma”, comentou. Esse planejamento tem sido colocado em prática por Roberto e Vanessa Marinho, criadores do canal Travel, Kids and Fun. 

Jornalista João Arthur Vieira é responsável por comandar a plataforma Spark em Manaus

Jornalista João Arthur Vieira é o responsável por comandar plataforma Spark em Manaus (Foto: Divulgação)

Após decidir se especializar em empreendedorismo digital, o casal estudou todas as ferramentas antes de ingressar na área e hoje acumula uma bagagem que permite atuar em diferentes frentes. “Basicamente tem quatro maneiras de ganhar dinheiro pela Internet hoje: a primeira é fazer e-commerce: uma loja virtual com venda de produtos físicos; a segunda, com infoprodutos como e-books, vídeos, cursos, workshops e consultorias onlines; a terceira é como afiliados, ou seja, como pessoas que ajudam a vender o que esses produtores fizeram, ampliando o alcance; e a última opção é com as mídias sociais: YouTube, Instagram, etc”, explicou Roberto Marinho. 

Com a Travel, Kids and Fun, o casal atua nas quatro vertentes e, em um ano, já conquistou 10 mil seguidores no Instagram, 7 mil no Facebook e mais de 20 mil visualizações em seu canal no YouTube. “Agora, estamos com um projeto de marketing digital para fazer campanhas nas redes sociais”, adiantou.

Além do conhecimento técnico afiado é preciso ainda ter responsabilidade. É o que ressalta o jornalista João Artur Vieira, atualmente à frente da Spark. “O grupo A Crítica trouxe para Manaus a Spark, que é uma empresa que existe em São Paulo há três anos, especializada em criar campanhas nas redes sociais. O fato de eu ser jornalista contribui muito, porque, ao criar campanhas, precisamos falar de responsabilidade, credibilidade. Os influenciadores contratados precisam ser pessoas com credibilidade e responsabilidade e que vão posicionar bem aquela marca”, afirmou. Outra proposta do projeto é profissionalizar o mercado. “Profissionalizar para os influenciadores é também algo como emitir nota fiscal, cumprir horários..., e pelo lado do cliente, dele saber que precisa remunerar a pessoa que está falando sobre o produto. Existem pessoas no mercado que não têm formação, responsabilidade, preocupação com a ética, seriedade”, disse.

Com anos de experiência em jornalismo televisivo, a jornalista da Rede Amazônica, Ruthiene Bindá, agregou as redes sociais para se promover como figura pública e promover o seu trabalho. “Faço chamadas para a matéria que faço, posto sobre quem entrevistei, mas tem muita coisa minha, pessoal”, comentou. No início relutante, principalmente por “não gostar de polêmica”, Ruthiene Bindá abandonou a ideia de ter um perfil fechado no Instagram e, hoje, coleciona uma série de seguidores: são 21,5 mil. 

A jornalista alimenta ainda uma conta no Twitter e dois perfis no Facebook.  Com a imagem constantemente em evidência, Bindá ressalta que, para ela, o ponto alto das redes sociais é a possibilidade de feedback com seu público. “O que acho primordial é a interação com o público: as redes sociais proporcionam saber como está, não pelos números de curtidas, mas pelo feedback, alguém correspondendo ao teu trabalho”, avaliou.