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Entretenimento
Caprichoso e Garantido

Programa que resgata a tradição do boi-bumbá estreia na TV A Crítica

Atração “Arena dos Bumbás” revelará histórias sobre o povo, os costumes e a vanguarda parintinense 07/05/2016 às 00:27 - Atualizado em 08/05/2016 às 15:35
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Programa poderá ser assistido online pelo site www.acritica.com por pessoas do Brasil e do mundo (Fotos: Divulgação/Kid Mahall)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Estamos a pouco mais de um mês do 51º Festival Folclórico de Parintins mas, na Rede Calderaro de Comunicação, a festa já começou. Emissora oficial do festival, a TV A Crítica  (canal 4 na TV aberta e canal 14 na Net) estreia neste sábado (7) o programa “Arena dos Bumbás”. Apresentado pela jornalista Carol Queiroz, ele  vai “transportar” os telespectadores  para a Ilha Tupinambarana, onde no fim do mês de junho Garantido e Caprichoso farão o tradicional duelo no Bumbódromo. A atração vai ao ar  aos sábados, a partir de hoje, das 11h às 13h.

De acordo com o diretor da atração, Kid Mahall, o programa produzido pela TV no ano passado era voltado para a comemoração dos 50 anos de Festival, o que o difere da proposta do “Arena”. “Este ano vamos fazer um trabalho de fortalecimento da cultura do Festival de Parintins”, explica ele.

Ao todo, serão sete programas, divididos em ordem crescente, com 12 quadros, no total. “Vamos abordar o festival de 2016, explicar como se avaliam os itens do festival, e quadros que vão retratar a culinária parintinense. No primeiro programa, vamos abordar o tacacá; no segundo, o bodó; e o no terceiro as ervas”, revela Kid.

Entre os destaques do programa, haverá um quadro que vai contar sobre o momento em que o festival “saiu” de Parintins e alcançou Manaus, o Brasil e o mundo. “Vamos lembrar da TVlândia, que é responsável pela explosão do Boi Manaus na capital”, diz o diretor.

Como a figura dos bois de Parintins já estiveram presentes em músicas de muitos artistas brasileiros, haverá um quadro voltado para esse resgate. “Não temos só a Fafá de Belém. Temos Roberta Miranda, Claudinho e Buchecha, Jorge Aragão, entre outros. Em um dos programas, vamos colocar os registros para tocar”, garante.

Revivendo

O quadro “Tá por onde?” vai mostrar pessoas que marcaram as histórias dos dois bois. “No primeiro, vamos falar sobre o homem que gravou a primeira toada do boi Caprichoso, e que tem mais de 50 toadas pelo boi, o José Carlos Portilho”, pontua.

A cada programa, haverá a base musical de um dos bois. “Para o primeiro programa, foi feito um sorteio e quem vai  participar é o Caprichoso. Nesse dia, vamos ter a Marujada, o grupo de dançarinos Trupe Caprichoso, o Arlindo Júnior e o Patrick Neves tocando toadas de 2016. Inclusive, o Arlindo vai cantar as toadas da época do bar TVlândia, de 1990 a 1994”, confirma Mahall.

O cenário do programa se distribui nas cores vermelho e azul, no mesmo sistema do Bumbódromo de Parintins – onde cada metade é de uma cor. No centro do espaço, um octógono simboliza o formato da arena parintinense.

“Além disso, vamos ter a participação do telespectador com o Facebook, WhatsApp. E muitos games. Vamos ter um jogo chamado ‘Quem tá cantando, parente?’, que mostra a voz de mais de 35 pessoas famosas que gravaram toadas. Os telespectadores vão ter que adivinhar quem são. Vamos ter o game ‘Que peixe é esse?’, onde o público vai ter que adivinhar qual é o peixe mostrado e o ‘Descascando a Fruta’, em que a nossa equipe vai competir para vem quem descasca melhor e mais rápido”, diz o diretor.

Internautas de todo o mundo também poderão acompanhar o programa ao vivo, por meio do Portal ACRITICA.COM.

O olhar dela

A apresentadora Carol Queiroz é quem vai comandar o programa aos sábados. Ela fez diversas viagens para Parintins, onde gravou quadros do projeto. “Além da gente mostrar aspectos do Festival, vamos resgatar a cultura e a tradição daquele povo. Vamos mostrar traços da cidade urbana, da culinária e também as figuras típicas que são sempre retratadas nas alegorias da festa, como a tacacazeira, o pescador e o benzedeiro”, declara ela.

“Para mim, que sempre fui a Parintins para ser repórter de stand by, foi uma imersão cultural tremenda.  E eu também estudei e pesquisei muito sobre o festival. Os CD’s dos bois, inclusive os antigos, não saem do meu carro”, considera.