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Programação da SEC-AM homenageia Shakespeare e Miguel de Cervantes

Em Manaus, durante a programação do XIX Festival Amazonas de Ópera, que acontece de 01 a 31 de maio, dois espetáculos serão montados em homenagem à vasta contribuição desses dois grandes nomes à literatura, música e arte como um todo: os recitais “Cervantes” e “Shakespeare in Love” 22/04/2016 às 14:48
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Os dois morreram há 400 anos, no dia 23 de abril (Foto: Divulgação)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Dois grandes gênios da literatura de todos os tempos - William Shakespeare, o bardo, na Inglaterra, e Miguel de Cervantes, o aventureiro, na Espanha - morreram há 400 anos, no mesmo dia: 23 de abril. Ao redor do mundo, espetáculos, mostras literárias, eventos dos mais diversos têm acontecido para lembrar a genialidade de dois dos maiores dramaturgos de todos os tempos, Shakespeare e Cervantes.

Em Manaus, durante a programação do XIX Festival Amazonas de Ópera, que acontece de 01 a 31 de maio, dois espetáculos serão montados em homenagem à vasta contribuição desses dois grandes nomes à literatura, música e arte como um todo: os recitais “Cervantes” e “Shakespeare in Love”.

“Shakespeare in Love”, no Teatro da Instalação, localizado na Rua da Instalação – Centro, no dia 09.05 (segunda-feira), às 20h, e contará com a participação de Daniella Carvalho (soprano), Luisa Francesconi (meio-soprano), e o maestro Marcelo de Jesus, no piano.

Também no Teatro da Instalação, o recital “Cervantes”, acontecerá no dia 13.05 (sexta-feira) e terá participação dos cantores Daniel Umbelino (tenor), Johnny França (barítono), Gustavo Lassen (baixo) e Flávio Lago, no piano e regência do maestro Marcelo de Jesus.

O bardo

Nascido no Reino Unido, em 1564, William Shakespeare é considerado o maior escritor da língua inglesa, tendo contribuído, através de suas obras, com 1.500 novas palavras no idioma, 38 peças, 154 sonetos, 2 longos poemas narrativos e diversas poesias, sendo considerado, também, o maior dramaturgo do mundo.

Adaptado para o cinema, teatro, literatura e televisão, até hoje vemos seu legado, com histórias de amores impossíveis, rivalidades de famílias, acasos e desencontros, a mesquinhez de acordos políticos escusos e, como não lembrar, amores à primeira vista e desentendimentos trágicos!

Nos apaixonamos por ele e sua obra ao imaginarmos os cenários, os costumes, as cores dos lugares e as épocas que ele romantizou mas, a verdade é que, suas histórias poderiam muito bem se passar nos dias de hoje, mesmo com toda a tecnologia e ritmo frenético de vida, característicos da nossa sociedade. Seus personagens, enredos e plots tão bem construídos têm esse poder: são atemporais e universais.

O bardo inglês, ou simplesmente o bardo, era o apelido de Shakespeare, em menção aos contadores de histórias na Europa antiga, que viajavam longas distâncias transmitindo saberes através de histórias mágicas ou do cotidiano, declamando poemas e cantando músicas. Para nós, seria o equivalente ao trovador dos séculos XI ao XV.

O aventureiro

Miguel de Cervantes, espanhol que nasceu em 1547, escreveu a obra que tem a prerrogativa de ser o primeiro romance moderno da literatura e um dos melhores já escritos, “Dom Quixote”. Também dramaturgo, sua contribuição para a língua espanhola foi tão importante quanto a de Shakespeare para a inglesa, tanto é que o espanhol é, por vezes, chamado de “a língua de Cervantes”. 

Cervantes tem uma história digna de preencher as páginas de um livro escrito por ele mesmo. Seria um livro repleto de aventuras, histórias fantásticas de guerra, viagens e romance. Durante a juventude, passou algum tempo em cárcere, primeiro em uma prisão na Argélia, no norte da África, e, anos depois, numa prisão na Espanha. Provavelmente foi durante o tempo que esteve preso por dívidas na Espanha que começou a escrever a célebre aventura de Dom Quixote de la Mancha, personagem cômico usado como sátira aos decadentes cavaleiros medievais, sempre acompanhado de uma figura oposta a ele, o realista e, por vezes, pessimista, Sancho Pança.

Sabe-se pouco da vida de Cervantes do período anterior a Dom Quixote. Não se sabe nem mesmo se chegou a frequentar a Universidade. O que se sabe é que viveu algumas aventuras, como ter participado de um duelo e fugir logo após, ter servido como soldado em guerras na Itália para ganhar alguns trocados, ter sido preso diversas vezes e ter sido feito refém outras tantas vezes. Deve ser esse o motivo de o chamarem assim, por ter vivido intensamente.

Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituiu, em 1995, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, em memória e homenagem a dois dos maiores dramaturgos e escritores de todos os tempos, William Shakespeare e Miguel de Cervantes. Essa data é importante para a disseminação da cultura da escrita e leitura como um bem da humanidade, capaz de transmitir riquezas a todos que o possuem, assim como uma missão para que os Estados que compõem a UNESCO erradiquem o analfabetismo.

Depósito Legal

 Com o objetivo de proteger o patrimônio literário e cultural do Amazonas, em 29 de março de 2010, foi instituída pelo Governo Estadual a lei de Nº 3.489, que prevê que todas as novas obras literárias e audiovisuais produzidas no Amazonas, e por escritores e artistas amazonenses, sejam disponibilizadas à consulta pública da população.

Essa determinação veio com o objetivo de preservar a memória intelectual de toda a produção editorial do Amazonas, além de ser um importante meio para divulgar e disponibilizar o conteúdo reunido à sociedade amazonense, bem como resguardar a cultura e a história amazonense por meio dessas obras. De cada nova publicação lançada e comercializada no estado, pelo menos cinco exemplares devem ser destinados ao Depósito Legal, que fica na Biblioteca Pública do Amazonas, para registro.

A editora deve disponibilizar, no mínimo, cinco exemplares para o acervo da Biblioteca Pública, dos quais um vai para o acervo do Museu da Imagem e do Som, que faz parte do complexo de museus do Palacete Provincial, e os demais para as demais bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas administrado pela Secretaria de Cultura. No período de 2013 a 2015, o Depósito Legal já recebeu a doação de 8.000 exemplares de obras amazonenses.