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Programação da Série Guaraná desta semana traz sinfonia e quarteto de cordas

Atual titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz de Belém, Miguel Campos Neto foi o convidado para reger a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) na semana em que a Secretaria de Cultura retoma as atividades da temporada 2012/2013 da Série 08/01/2013 às 08:46
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Campos Neto fez mestrados em violino e regência nos Estados Unidos
Rosiel Mendonça Manaus, AM

“Será um programa muito vibrante, uma maneira brilhante de começar 2013”, garantiu o maestro Miguel Campos Neto a respeito do concerto da Série Guaraná que será realizado no próximo domingo, dia 13, às 19h, no Teatro Amazonas. Atual titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz de Belém, ele foi o convidado para reger a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) na semana em que a Secretaria de Cultura retoma as atividades da temporada 2012/2013 da Série.

“Não só o concerto, mas esta semana em Manaus está sendo como um ‘homecoming’ (volta ao lar) para mim”, contou Campos Neto. Depois de 10 anos estudando música clássica nos Estados Unidos, foi em Manaus que o maestro iniciou sua carreira no País, onde atuou como assistente da Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera entre os anos de 2008 e 2011, antes de receber o convite para assumir a Sinfônica de Belém.

“Foi muito bom receber a acolhida dos músicos depois de dois anos fora da cidade. Tem sido como rever bons e velhos amigos, e esse sentimento a gente acaba levando para o âmbito do fazer musical”, confessou o maestro, que é mestre em violino e regência.

REPERTÓRIO

No domingo, a apresentação será aberta com o concerto para trompa e orquestra de cordas do compositor suíço Othmar Schoeck (1886-1957). Os solos ficarão por conta do trompista Assen Anguelov. Em seguida, a OCA vai executar uma versão inédita do “Quarteto de cordas nº 14 em Ré Menor”, popularmente conhecido como “A Donzela e a Morte”, do austríaco Franz Schubert (1797-1828).

Quem assina a adaptação é o próprio Miguel Campos Neto. “Essa é uma prática comum. Essa mesma peça já foi transcrita por Mahler, por exemplo. Sem dúvida, é uma das obras-primas de Schubert, algo altamente vibrante”. Sobre a sua versão para a obra, o maestro convidado explicou: “A adaptação impõe certas dificuldades, mas só aceitei esse desafio por se tratar da OCA, que reúne músicos de competência”.