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Projeto 'Arte Sem Fronteiras' desenvolve talentos na Zona Rural

Com o projeto, meninos e meninas participam da atividade, que terá sua grande apresentação no próximo dia 17, a partir das 8h, na Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Rafael Henrique Pinheiro dos Santos 09/10/2012 às 09:42
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Em 2011, o índice de avaliação da escola subiu de 3,9 para 4,2
Mellanie Hasimoto Manaus, AM

Para ir do Centro da cidade até o bairro Jesus Me Deu, na Zona Rural de Manaus, é necessário dispensar por volta de uma hora. Mas nem isso impediu de o bailarino e professor Wilson Junior de levar sua arte às crianças da comunidade. Com o projeto “Arte sem fronteiras”, meninos e meninas participam da atividade, que terá sua grande apresentação no próximo dia 17, a partir das 8h, na Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Rafael Henrique Pinheiro dos Santos.

A história de amor e comprometimento do professor Wilson Junior com seus alunos começou no ano passado, quando ele coreografou crianças especiais para uma apresentação da Escola Estadual Professor Ruy Alencar, no bairro Nova Cidade. A filha da diretora da EETI Rafael Henrique, Nizete Correia, era uma dessas pequenas bailarinas, e ficou encantada com o trabalho desenvolvido por Junior.

Encanto

“Foi tudo tão bonito e bem feito que quis trazer o mesmo trabalho para nossa escola. Conversamos e amadurecemos a ideia, até que pudemos colocar o projeto em prática”, lembrou a diretora.

A partir de então, as crianças foram introduzidas ao mundo da dança, e desde o começo do ano ensaiam o espetáculo “Os Smurfs na Amazônia”, que terá a participação de 36 alunos, com idades entre 6 e 12 anos. O espetáculo faz parte da Mostra de Painéis, uma espécie de feira de ciências da comunidade.

Envolvimento

Jazz, dança moderna e contemporânea serão os destaques da apresentação, que terá duração de 30 minutos e será dividida em quatro coreografias. Teatro e música, claro, também fazem parte do roteiro de “Os Smurfs na Amazônia”. “É um show bem lúdico, para que as crianças e os pais se divirtam de verdade”, contou.

“O melhor de tudo é ver quão envolvidos os outros professores estão. Alguns montam o cenário, outros confeccionam o figurino. A distância não impede que todos participem ativamente da produção de nosso espetáculo”, contou Wilson Junior. Para ele, é essencial para o sucesso e para o aprendizado das crianças ter uma equipe tão cheia de boa vontade.

Projeto do MinC

Wilson Junior é professor há nove anos e bailarino profissional do Balé Folclórico do Amazonas, além de ser finalista do curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Por ter essa paixão pela dança, inscreveu um projeto no Ministério da Cultura (MinC), que acabou sendo contemplado em um edital do Agente Jovem de Cultura.

“O meu projeto pretende formar novos bailarinos, com aulas que vão desde o jazz até o balé clássico. Vou permanecer aqui, na escola Rafael Henrique, mas dando um suporte a mais para meus alunos. O retorno está sendo muito maravilhoso para parar agora, mas também quero levar o projeto a mais uma escola, com uma faixa etária mais elevada, para adolescentes”.

A ideia de Junior é oferecer opções para as crianças e jovens da Zona Rural da capital. “Quero iniciar a dança na vida desses meninos e meninas, e fazer com que eles bebam de várias fontes, sempre trabalhando a questão lúdica dessa arte”, finalizou.