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Projeto leitura

Projeto incentiva talento de escritores do futuro em Manaus

Projeto desperta criatividade em alunos e gosto pela leitura 29/06/2012 às 10:30
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Alegria e criatividade nas narrativas literárias que ganham vida com fantoches
Cassandra Castro Manaus

Eles são alegres e cheios de criatividade.  Na escola, além de aprenderem a ler, escrever e outras disciplinas, os estudantes mergulham no fascinante mundo das letras. Esta verdadeira viagem criativa e literária é realizada desde 2003 na Escola Batista Arca de Noé ( Ebam), localizada na Redenção,  Zona Centro Oeste de Manaus. O projeto batizado de ” Pequenos leitores, grandes escritores”, sempre teve objetivos bem claros, como conta a diretora da escola, Luíza Rocha. “  O projeto quer despertar nos alunos o gosto pela leitura e aperfeiçoar a produção de textos, além de estimular a criatividade”.

O trabalho com os estudantes começa logo no início do ano letivo.  Os professores , baseados no material didático usado pela escola, apresentam das diversas modalidades literárias existentes, suas diferenças e características.  Depois, mestres e aprendizes começam a construir o projeto juntos.  As crianças são incentivadas a criarem suas próprias estórias para serem transformadas em livros. O processo é bem artesanal e feito todo na própria escola. As crianças escrevem as estórias e desenham as ilustrações em cadernos caligráficos que , já no fim de todo o processo, são encadernados e caracterizados com os personagens de cada obra.

Cezar Amaral ,9, já tem experiência quando o assunto é colocar a criatividade no papel. Ele já está no 5º livro escrito. Ele é o autor e narrador do livro “ Amigos da Floresta” , que surgiu quando ele resolveu pegar os animais das estórias passadas e reuni-los num livro.

A  estória foi a escolhida entre várias produzidas pelos alunos do 5º ano para ser dramatizada num teatrinho de fantoches. A professora Arley Rocha conta que o critério usado para seleção das histórias a serem encenadas é a maior quantidade de personagens para possibilitar uma r participação mais efetiva da turma.

Do 5º ano para os pequeninos do 2º. Aqui, a viagem deles é gastronômica.  Eles fizeram pesquisas de receitas em casa , junto com os pais e depois de pesquisá-las também experimentaram prepará-las. Em cima das experiências vividas, as crianças criaram suas estorinhas.  O pequeno Marcos Rogério, 9, escreveu a estória “ O brigadeiro fujão”.  Gostoso é ouvir o relato de Marcos que aprendeu a fazer o doce e usou sua imaginação para criar a aventura do pequeno brigadeiro que caiu no chão e acabou no lixo.  “Eu gostei muito de fazer brigadeiros e gostei de escrever a estória”, conta Marcos.  A turma vai apresentar um musical  com um verdadeiro desfile de coisas gostosas para os visitantes verem e  claro,provarem.

Viagens gastronômicas viram livros

A inclusão social vai ser o assunto abordado pelos alunos do 4º ano. A professora Maria Ramos conta que levou aos alunos material de apoio que mostrava a realidade de pessoas com deficiência. Eles assistiram vídeos, viram como é o alfabeto em Braille e escolheram apresentar uma música na linguagem de sinais.  A exemplo das outras séries, os estudantes do 4º ano também criaram suas próprias estórias que mostram um pouco da realidade de crianças que têm alguma deficiência física , mas que aprendem a viver com ela e a ensinar outras crianças o respeito e a importância da inclusão social. O trabalho chamou a atenção de uma editora do sudeste que vai mandar representantes para conhecerem a produção feita pelos alunos e avaliarem a possibilidade de publicação de algumas obras.

Editora do Sudeste vem conferir obras dos escritores

Heloísa Silva de Souza, 9, escreveu a estória “ Bia, a menina especial” . No livro, Bia é uma garotinha surda e muda que mora em um prédio e se sente muito sozinha.  Mas, Bia acaba fazendo um amigo e deixa de se sentir só.  Para Heloísa, a experiência foi  muito boa e diferente. 

O mundo dos contos de fadas ganha forma também na imaginação das crianças do 3º ano.  Na criatividade das ilustrações e das estórias, todos os alunos vão virar príncipes e princesas para encenar o que criaram.  Anna Gabrielly , 8, criou uma estória na qual ela mesma é a personagem. Anna acredita que o projeto é uma ajuda para formação de pequenos leitores e escritores. Ela ama ler. “ Eu leio todo dia, raramente assisto televisão”, conta a pequena princesa.

Anna Gabrielly vai encenar própria estória

A criatividade destas crianças vai ser mostrada não só aos pais mas também aos visitantes que forem prestigiar o projeto que vai ser realizado no próximo domingo (30), a partir das 16h.  A escola fica localizada na rua Quixeramobim, 132, bairro Redenção.