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Promoção cultural em Portugal pode incentivar negócios com a nação brasileira

O novo espaço, erguido com o patrocínio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), fica no bairro de Alcântara, uma área da capital portuguesa que já foi ocupada por atividades industriais e portuárias. Atualmente, cafés, livrarias e empresas de design, inclusive brasileiras, formam a nova paisagem 16/11/2012 às 12:30
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A Ministra da Cultura, Marta Suplicy
Gilberto Costa/Agência Brasil Lisboa

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, está em Lisboa para inaugurar nesta sexta (16) à noite o Espaço Brasil, um centro multiuso para shows, cinema, exposições e bar que irá promover a cultura nacional no Ano do Brasil em Portugal.

O novo espaço, erguido com o patrocínio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), fica no bairro de Alcântara, uma área da capital portuguesa que já foi ocupada por atividades industriais e portuárias. Atualmente, cafés, livrarias e empresas de design, inclusive brasileiras, formam a nova paisagem. É um local da “economia criativa”, disse o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antônio Grassi.

Segundo ele, é um espaço para a programação de médio porte (com auditório para 900 pessoas), não usual em Lisboa. Conforme Marta Suplicy, o espaço será “um legado” dos brasileiros na cidade. O local foi cedido até o fim do ano que vem. A programação do Ano do Brasil em Portugal termina em junho de 2013, mas o Ministério da Cultura estuda formas de manter o espaço, que poderá ser estratégico para outras atividades.

Na avaliação da ministra Marta Suplicy, a promoção que o Brasil faz em Portugal pode ser importante para estimular negócios entre os dois países – inclusive neste momento em que Portugal enfrenta uma recessão e precisa de investimentos.

“Seria muito bom estarmos mais presentes na economia brasileira. Não sei se o setor empresarial acordou para a importância de estarmos presentes neste momento”, disse a ministra em entrevista coletiva em Lisboa.

“A cultura facilita os negócios”, concorda o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, presente à entrevista. “A cultura traz um conhecimento mais profundo sobre os respectivos povos, e isso aproxima muito mais os homens de negócio. É mais difícil fazer negócio com países que a gente não conhece a história, o comportamento, as tradições”, explicou o diplomata.

De acordo com Marta Suplicy, o Ano do Brasil favorece a formação da imagem do “mais moderno” e mais diverso em Portugal. “Ainda não nos conhecemos tão bem em nossa diversidade cultural”.

Segundo balanço do Ministério da Cultura, desde setembro foram promovidas 247 apresentações artísticas e 17 exposições em 43 cidades de Portugal. Ao todo, o governo brasileiro prevê gastar R$ 17 milhões com o Ano do Brasil em Portugal.