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Por um ano

Nova vacina oferece aos cães proteção estendida contra a leptospirose

Normalmente as vacinas protegem os pets contra a bactéria “leptospira” por apenas seis meses, mas a nova imunização pode deixar o animal livre da doença por um ano, dizem especialistas 15/05/2016 às 15:41 - Atualizado em 15/05/2016 às 15:44
Show vacina nobivac
O médico veterinário Romero Miranda recomenda que a carteira de vacinação dos pets esteja em dia para evitar doenças. (Márcio Silva)
Kelly Melo Manaus (AM)

Vacinar os animais domésticos regularmente é uma preocupação que todo dono de pet precisa ter. Mas o que poucas pessoas sabem é que no mercado já existem vacinas que podem proteger os animais de doenças infecciosas por mais de seis meses, principalmente no caso das zoonoses, como a leptospirose, que é transmitida através do contato com a urina de roedores contaminados pela bactéria leptospira.

O  período chuvoso aumenta o acúmulo de lixo em diversos ambientes e isso pode aumentar a população de ratos na cidade que, uma vez contaminados pela bactéria, podem transmití-la não só às pessoas, mas também aos animais domésticos, principalmente cães, que costumam “caçar” os roedores.  O problema preocupa os donos dos pets e também os médicos veterinários.

Pensando em alternativas para combater a doença no “melhor amigo do homem, a empresa Market Distribuidora, uma das líderes do setor de medicamentos para animais em Manaus, vai realizar, na próxima quarta-feira, no auditório do hotel Blue Tree Premium, em Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, um conferência com a especialista em Imunologia e Saúde Pública Veterinária pela Universidade de São Paulo (USP), Mitika Buribayashi Hagiwada. “A nossa ideia é proporcionar a troca de conhecimento entre veterinários que atuam em Manaus e mostrar que esse tipo de zoonose pode ser combatida com medicamentos mais eficientes, mas que devem ser utilizados conforme o comportamento do animal”, destacou o empresário Marcos Assunção, dono da Market.

Mitika Hagiwada vai palestrar sobre como a leptospirose se manifesta em cães e quais as novas medidas que podem  ser utilizadas para proteger os pets das zoonoses.

Nova vacina

Entre essas novas ferramentas está a vacina Nobivac DHPPI+L que, diferente de outras, proporciona imunização do animal por um ano (as demais imunizam por seis meses). “Para proteger os cães contra a infecção existem vacinas e é sobre esse aspecto de proteção dos cães, as vacinas adequadas e novidades do mercado que vamos conversar com os colegas veterinários”, afirmou a médica veterinária Bruna Moreira.

De acordo a veterinária, normalmente as vacinas protegem os pets contra a bactéria “leptospira” por apenas seis meses. No entanto a nova vacina Nobivac DHPPI+L pode imunizar o animal por um ano. “É importante manter a carteira de vacinação do animal atualizada, mas às vezes os donos atrasam. As vacinas comuns protegem por até seis meses contra a leptospirose e um ano contra doenças como a cinomose. Essa nova vacina dá proteção de um ano para a leptospira e três anos para outras zoonoses”, explicou ela.

Dados

Em 2015 no Amazonas foram registrado 67 casos de leptospirose em humanos e outros 83 casos foram confirmados em 2014, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Blog: opinião

“A infecção dos cães por leptospiras patogênicas ocorre da mesma forma que ocorre com as pessoas: contato com urina de ratos e outros roedores peri-domiciliares ou silvestres, ou ainda urina de animais domésticos também portadores de leptospiras que podem eliminar a bactéria para o meio ambiente através da urina. A proteção das pessoas se faz evitando-se o contato com a água ou local contaminado pela urina dos ratos, usando   luvas e botas  principalmente se tem ferimentos ou corte em alguma região do corpo. A leptospira penetra no organismo através de pele ou mucosa lesada. Além do cão, eventualmente o cavalo e os animais de produção também podem manter as leptospiras e ao mesmo tempo adoecerem. Os sinais da doença são mucosas amareladas (olho, gengiva, entre outros), febre, apatia, vômitos e falta de apetite”, disse a médica veterinária Mitika Hagiwada.