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Cabelos

Quanto mais natural melhor: técnicas usam agentes de limpeza mais leves para cabelos

As técnicas “low poo” e “no poo” ajudam na recuperação da hidratação natural dos cabelos: a primeira com produtos que fazem menos espuma e a segunda com higienização dos fios sem o uso do shampoo 15/05/2016 às 05:00 - Atualizado em 15/05/2016 às 09:22
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Lucy Rodrigues Manaus (AM)

A maior parte das pessoas com cabelos crespos já se viu em algum momento da vida lutando contra a própria natureza, usando uma série de produtos, seja para reduzir o volume ou até mesmo alisar. Na contramão desse movimento do liso absoluto, algumas técnicas surgiram para ajudar quem deseja fazer as pazes com as raízes cacheadas, entre elas duas que estão literalmente virando a cabeça de muita gente para a utilização de produtos com agentes de limpeza e condicionamento mais leves e naturais: o “low poo” e “no poo”.

Mas o que significam estas denominações? Low Poo significa “pouco shampoo”. São produtos livres de sulfato com agentes de limpeza suaves que produzem menos espuma; Já o no poo, é a técnica de higienização dos fios sem o uso do shampoo.

“Os sulfatos são utilizados para realizar uma limpeza profunda dos fios e podem causar ressecamento e perda da oleosidade natural. Assim, a ideia dessa técnica é garantir uma limpeza sem a perda da hidratação natural dos fios”, explica a farmacêutica Bárbara Rodrigues.

Com cabelos finos e ondulados, ela diz não ter problemas com excesso de volume e oleosidade, pelo contrário, por isso utiliza produtos próprios para cabelos cacheados. Mas reconhece os benefícios desses shampoos especializados. “São produtos muito bons, pois como não são carregados em componentes como sulfatos e petrolatos, deixam o cabelo mais leve. O fato de não terem sulfatos faz com que esses shampoos não façam tanta espuma e a gente geralmente associa espuma à limpeza, mas nem sempre essa associação é verdadeira. Há outros componentes que auxiliam nessa higiene e condicionamento dos fios”, explica.

Já os derivados de petróleo, são responsáveis por deixar aquele aspecto mais oleoso, formando uma capa protetora nos fios que com o tempo pode acumular e deixar o aspecto pesado. Todas essas substâncias e também os parabenos são proibidas para quem vai aderir ao “low poo”.

Sem Shampoo

Desde a infância, a blogueira e doula paulista Samara Barth vivia brigando com os cabelos cacheados. Fez diversos alisamentos e chegou até a sofrer queimaduras químicas por conta desses processos. Até que, há dois anos, por meio de uma amiga “cacheada” conheceu a técnica “no poo”. “Hoje eu prefiro produtos naturais no meu cabelo na maior parte do tempo. Sigo cronograma capilar, faço a lavagem dia sim dia não com Yamasterol Amarelo (creme próprio sem sulfato) e faço hidratação a base de mel, frutas, açúcar, leite, maizena, mel e óleo de coco. Fica muito bom”, diz.

Entre as principais vantagens, segundo Samara, um cabelo mais vivo, maleável e a autoestima nas alturas. “O cabelo não fica poroso, tem vida mesmo e os cachos formam perfeitamente. Antes tinha q fazer mil coisas para eles formarem. Até na piscina é tranquilo”, garante.

Opinião de especialista

A hair stylist Cecy Procópio reconhece os benefícios do uso de produtos livres de sulfato, petrolato e parabenos para as pessoas que estão saindo de processos químicos e retornando ao cacheado natural, mas frisa a importância de se fazer uma avaliação para escolher o mais adequado para cada caso. “Sou favorável de você se preocupar com esse tipo de produto, mas também acredito que é super importante o diagnóstico do profissional porque às vezes você usa um produto que tem tudo importante para o teu fio, mas ele não reage com mesma intensidade. Gosto de indicar quando faço o diagnóstico no cabelo. Aqui no salão uso uma linha sem sulfato nem parabenos, a Element, da Wella. Usamos tanto em cabelos que estão deixando o alisamento quanto em outros tipos de fios e temos tido resultados muito bons”, ressaltou.

Origem

A técnica Low Poo ficou conhecida no exterior a partir de Lorraine Massey, fundadora da marca Deva Curl. Ela sistematizou o que chamou de “método da garota cacheada” e publicou no livro Curl Girl, que foi traduzido e lançado no Brasil ano passado pela Editora Best Seller sob o título “O manual da garota cacheada”.