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Registros de movimentos de dança são expostos em mostra de fotografia em Manaus

Ruth Jucá dedicou muitas de suas fotografias a performances e espetáculos de dança em Manaus. Parte desse trabalho será visto na exposição “O que nos move” 10/10/2015 às 11:06
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“O que nos move” reúne registros de bailarinos e companhias de Manaus, do Brasil e do resto do mundo
JONY CLAY BORGES Manaus (AM)

Em seus quase 20 anos de carreira, Ruth Jucá dedicou muitos de suas fotografias a performances e espetáculos de dança em Manaus. Parte desses trabalhos poderá ser conferida na exposição “O que nos move”, que a fotógrafa inaugura na próxima quarta-feira, dia 14, às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça, no Centro. A mostra tem entrada gratuita.

Com um total de 31 fotografias em cores e em P&B, “O que nos move” reúne registros de bailarinos e companhias de Manaus, do Brasil e do resto do mundo, em apresentações feitas na cidade ao longo dos últimos 15 anos. Entre outros, intérpretes do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) – que farão uma apresentação especial na abertura da exposição no Palácio da Justiça – aparecem ao lado dos artistas da norte-americana Lula Washington Dance Theatre, da brasileira Angel Vianna, do russo Mikhail Baryshnikov e da espanhola Ana Laguna – os dois últimos se apresentaram juntos no palco do Teatro Amazonas, cinco anos atrás.

“Baryshnikov é um bailarino muito técnico e bastante frio, por ser russo, creio, mas chorei em ver Ana Laguna dançar, pois ela se entregava totalmente à dança. Dava para ver a emoção dela”, recorda Ruth, para quem o componente emocional é essencial em cada registro. “Todas as minhas fotografias têm muito sentimento. Nunca é uma imagem apenas bonita, plástica. Sempre procuro captar a emoção daquele artista, o que ele sente e expressa no palco”.

Técnica, é claro, também é imprescindível para registrar o movimento de forma precisa sob diferentes condições de iluminação, como aponta a fotógrafa. “Para fotografar dança, é preciso saber trabalhar com vários tipos de luz, pois os espetáculos são muito variados. Alguns têm uma luz ótima, outros são mas escuros, e é difícil captar bem os movimentos na escuridão. Isto é, difícil apenas para quem não sabe como fazer isso”, explica ela.

No meio artístico

A intimidade de Ruth Jucá com o universo da dança decorre da relação próxima da fotógrafa com o meio artístico desde o início de sua carreira. “Comecei a trabalhar na fotografia fazendo imagens de espetáculos de dança e de teatro, shows de música, capas de discos e livros e por aí vai. Sempre estive muito próxima dessa área”, assinala a profissional, que é natural de Fortaleza, mas vive em Manaus desde os 2 anos de idade.

Em se tratando de fotografia, a dança é um dos motivos prediletos de Ruth. “Gosto dos espetáculos de dança porque eles têm tudo para ficar uma fotografia bonita: luz, cenários, figurinos e a emoção dos bailarinos. É só ter sentimento e saber captar isso”, declara ela. “É o que sei fazer de melhor. Consigo captar toda a emoção dos artistas em cena, registrar o ápice da emoção do bailarino”.

“O que nos move” fica em cartaz até o dia 14 de janeiro no Palácio da Justiça. A exposição de fotografia é realizada com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Programa de Apoio às Artes – Proarte 2013.

Serviço

O que é? Exposição “O que nos move”, com fotografias de Ruth Jucá
Onde é? Centro Cultural Palácio da Justiça, avenida Eduardo Ribeiro, Centro
Quando é? Abertura na quarta-feira, dia 14, às 19h. Visitação até 14 de janeiro, com de terça a sexta, das 9h às 16h, e aos domingos, das 9h às 13h
Quanto é? Entrada gratuita