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Relação fraternal entre pediatras e pacientes

A relação entre médicos pediatras e pacientes é quase familiar e pode atravessar gerações 29/04/2012 às 19:17
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Frederico Amim e "Tio Cadu": uma amizade forte e de velhos tempos
Anna Batista Manaus

Frederico Silva Tufi Amim, 25, ainda nem casou, mas já sabe quem será o médico do seu futuro, ou quem sabe futuros filhos: o “Tio Cadu”, como carinhosamente ele chama o médico pediatra Carlos Eduardo Nazareth, que o viu nascer e há até bem pouco tempo cuidava de sua saúde. Essa relação quase umbilical entre médico-paciente, que ultrapassa o ilmite do consultório, é construída a base de muita confiança e várias doses de carinho. 

“O pediatra é um médico diferente dos outros, pois precisa conhecer o pai, a mãe, a avó, o cachorro, enfim, todos que rodeiam o seu paciente. Não se limita apenas em conhecer a criança, mas também o ambiente em que ela vive”, observa o doutor Cadu.

A pediatria é a área da Medicina dedicada à assistência à criança e ao adolescente em seus diversos aspectos, sejam eles preventivos ou curativos que correspondem aos múltiplos procedimentos e tratamentos das mais diversas doenças características, ou não, da criança e do adolescente.

E não é de se estranhar que Frederico Amim, com seus quase dois metros de altura, ainda bata à porta do “Tio Cadu” nas horas de emergência. “Até hoje, precisando de algum médico sempre pedimos indicação, pois a família tem extrema confiança nele, além de uma amizade muito forte”, revela Frederico.

Escolha difícil

Mas não é tão fácil, quanto foi para Frederico, escolher um pediatra para cuidar dos nossos filhos. É preciso muita pesquisa prévia antes de entregar os rebentos nas mãos de um médico.  

No alto de sua vasta experiência, a avó coruja Maria do Rosário Rocha dá uma dica importante: “aonde você for, tem que ser bem tratada e bem recebida. Procure um pediatra em que você confie e que possa contar a hora que for”, afirma Maria do Rosário, que leva suas netinhas ao médico que antes cuidava dos seus filhos, no caso, o pediatra Vitor Monteiro. “A qualquer hora que ligo, ele está sempre pronto pra me atender e nunca me recebeu de mau gosto, sempre foi uma pessoa excelente!”.

“A escolha do pediatra deve ter como base informações positivas em relação ao pediatra, vinda de outras mães. Visitar o pediatra ainda no pré-natal, para que se construa uma relação de confiança e conheça a sua formação profissional. O pediatra deve ter disponibilidade para atender a criança sempre que necessário, disponibilizando o número do celular para qualquer emergência”, relata a médica pediatra Corina Maria Batista.

Em média os atendimentos pediátricos vão dos pacientes recém-nascidos aos com 20 anos, sendo a maior parte na faixa do 0 aos 4 anos de idade. “Três fatores são fundamentais para o pediatra: compromisso com a saúde da criança, atitudes competentes e firmes, e divisão muito clara das responsabilidades dos pais e do pediatra”, observa a doutora Corina Batista.

Defasagem

Outro fator de preocupação dos pais é a diminuição no número de médicos especialistas em pediatria na cidade de Manaus, como destaca o doutor Carlos Eduardo Nazareth. “Vejo uma diminuição significativa de médicos interessados na área pediátrica e Manaus está sentindo isso. Ocorre uma defasagem de atendimento, aonde em casos de hospitais particulares o médico vai de clínico geral à pediatra, ocorrendo uma generalização. Isso afeta diretamente o paciente. A medicina pediátrica tem e deve ser uma medicina preventiva, do nascimento à vida adulta daquela criança”, pondera “Tio Cadu”.