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'Respeite meus pelos brancos': Cuidados especiais que os donos devem ter com seus cães idosos

Estudo aponta que os animais apresentam duas fases distintas do envelhecimento, que exigem cuidados diferentes, especialmente na alimentação 02/02/2014 às 13:41
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Os cuidados de Lisiane Leubuser com a 'senhorinha' Ruzka agora são redobrados
ARTUR CESAR Manaus, AM

O primeiro sinal de que a cadelinha Ruzka estava apresentando sinais de velhice foi percebido quando ela deixou de fazer festa para receber sua dona, a farmacêutica-bioquímica Lisiane Neubuser. “Ela vinha me receber na porta quando eu chegava em casa. Agora ela não está escutando direito e perdeu um pouco do olfato”, conta Lisiane, com uma ponta de tristeza. Mas nada que abale o amor que ela e o marido sentem pela carinhosa “senhorinha” de 13 anos.

Assim como a cocker spaniel   Ruzka, hoje é fácil encontrar cães idosos fazendo companhia a seus donos por mais anos. Isso graças aos avanços da ciência e ao fato das pessoas tratarem seus animais de estimação com mais cuidado, como explica a médica-veterinária Cíntia Fuscaldi, membro da equipe de comunicação científica da Royal Canin.

Recentemente a empresa divulgou o resultado de uma vasta pesquisa a respeito do envelhecimento canino. Segundo a médica, foram reunidos estudos dos mais diversos pesquisadores da área e ouvidos mais de quatro mil proprietários.

Fases

De acordo com o estudo, os cães apresentam duas fases distintas do envelhecimento que exigem cuidados diferentes entre si, especialmente no que diz respeito à alimentação. A primeira etapa inicia-se quando o cão atinge 50% de sua expectativa de vida. A segunda, inicia-se quando o mascote entra no último terço da mesma.

Na primeira etapa, os efeitos são, principalmente, em nível celular, sendo quase imperceptíveis ao dono. Entre os principais sintomas estão o branqueamento dos pelos, possível ganho de peso, sensibilidade dentária (principalmente por formação de tártaro) e diminuição da atividade (o cão se cansa com mais facilidade, dorme por mais horas e torna-se sedentário).

Na segunda etapa, o processo está acelerado e apresenta alguns sintomas bastante claros, como diminuição do olfato e do paladar, mudanças comportamentais, maior risco às doenças e esclerose do cristalino (o olho fica opaco, embranquecido).

Nesse caso, a alimentação com balanço profissional específico para essas fases mantém o apetite dos cães, o peso corporal e massa muscular, além de apoiar as defesas naturais dos animais, evitando a sobrecarga nos rins, promovendo a saúde intestinal, mantendo a saúde oral e o equilíbrio dos nutrientes que combatem os sinais do envelhecimento. 

“O fato de as pessoas oferecerem restos de comida achando que fazem o melhor pelos cachorros é um dos fatores que mais reduzem a expectativa de vida e o bem estar na idade avançada desses animais”, afirma Cíntia, acrescentando que esse tipo de dieta somente é recomendada para casos muito específicos.  

Check-up

Uma das recomendações da doutora Cíntia Fuscaldi é a realização do chamado chek-up geriátrico, que inclui exame odontológico, oftálmico e auricular, inspeção da pele, mensuração do peso, auscultação cardíaca e pulmonar, além de exame de sangue e análise da urina.

O mesmo deve ser feito assim que o animal apresentar os primeiros sinais de envelhecimento e deve ser repetido periodicamente. “O exame de ultrassom abdominal também é muito bem vindo, pois você tem como monitorar o funcionamento de órgãos vitais como fígado, baço e rim”, destaca a médica.