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TRADIÇÃO

Rezador e benzedeiro é referência para cura de males em Manacapuru

Aos 72 anos, Francisco Aguiar do Nascimento, o Chico Balbino, é uma das referências de atendimento na cidade, sempre disposto a ajudar e nunca cobrando 03/12/2017 às 07:40
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Foto: Jair Araújo
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Os rezadores e benzedeiros dão alívio e cura a vários problemas físicos de milhares de pessoas. Em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) um desses "médicos interioranos" é Francisco Aguiar do Nascimento, o Chico Balbino. Aos 72 anos de idade, ele é uma das referências de atendimento na cidade, sempre disposto a ajudar e nunca cobrando. 

O "dom" de Chico Balbino veio da mãe, Hilda Nascimento, que também era rezadeira. O nome Balbino é herança do pai, que ele traz com muito orgulho.

Antes de A CRÍTICA entrevistá-lo, uma "cliente" chegou à sua casa, na rua Edmundo Seffair, no bairro Nova Manacá, uma das áreas mais desassistidas de Manacapuru, em busca de cura para um problema bastante incômodo: estava com uma espinha de tambaqui na garganta.

 Era a auxiliar de serviços gerais Diozete Freitas, que pediu para que seu Balbino fizesse uma oração para que ela expelisse o corpo estranho. Após um reza, ele pediu que Diozete fosse pra casa que ficaria curada. Ela foi, confiando na cura e mais aliviada. É esse o grau de confiança que a população tem para com ele.

"Podem me chamar de que quiserem, só não sou macumbeiro", disse ele, que começou a rezar aos 17 anos de idade. "Na primeira vez que rezei foi a mamãe quem me pediu porquê ela tava doente. Eu ja tinha aprendido a reza, rezei e fui aprovado", conta ele, que é viúvo.

Crianças

"Ja resolvi o problema de crianças que vieram aqui passando mal, praticamente morto, e do qual eu rezei e ficou bom", ressalta ele, sobre um dos casos mais curiosos que já atendeu. Os atendimentos são diários em sua casa, sem horário definido.

As pessoas também procuram seu Balbino para se livrar de dores no corpo, como torcicolos, por exemplo. "Eu passo um gel com uma máquina massageadora que eu chamo de 'botinho'. 

O tradicional Pai Nosso é a principal oração utilizada por seu Balbino nas suas intervenções. 

Seu Balbino afirma nunca ter pegado nenhum centavo pelo atendimento que faz em sua casa, mas que o "pagamento" vem pelas palavras de retribuição das pessoas que recebem aa orações dele. "Não quero dinheiro e o que me fortalece é quando as pessoas me dizem 'Deus te abençoe' e 'Deus te dê em dobro'", conta ele.