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Romance na terceira idade ajuda a manter saúde emocional e física

Na terceira idade, o desfrute de uma relação afetiva pode trazer ganhos extras para os amantes 28/02/2012 às 15:52
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Romance na terceira idade ajuda a manter saúde emocional e física
Cléo Francisco/UOL ---

Viver um amor, em qualquer fase da vida, faz bem e dá prazer. Mas na terceira idade, o desfrute de uma relação afetiva pode trazer ganhos extras para os amantes. “Relacionar-se nessa fase é um dos elementos mais importantes para manter a vontade de viver e a sensação de ser amado e querido. Isso alimenta a saúde emocional e física e até minimiza problemas de saúde”, explica a psiquiatra Carmita Abdo.

Com a chegada da idade, o corpo começa a dar sinais de desgastes físicos e as consequências da velhice podem ser atenuadas com a companhia de um parceiro, assim como as dores e anseios. “É um período em que as pessoas estão mais frágeis, se locomovem com menos agilidade e começam os problemas de saúde. Fora isso, os filhos já saíram de casa e têm a própria prole para cuidar. Há uma solidão real”, diz Carmita.

Era assim, sozinha, que Maria Evanir Gama Sasso, 71 anos, se sentia. A pensionista foi casada por 40 anos e passou mais de uma década viúva. “A solidão dói na alma. Não nasci para viver assim”, diz Maria, que é mãe de dois filhos e também tem dois netos e um bisneto.

No entanto, há três anos, durante uma viagem com um grupo de terceira idade para Gramado, no Rio Grande do Sul, ela conheceu o militar aposentado José Geraldo Custódio, 80 anos, que na época estava viúvo há cerca de um ano.

Em 2010, eles se casaram, com direito a vestido de noiva e festa. “Não imaginava que encontraria alguém, achava que não tinha mais condições”, declara Custódio, que está decidindo com a mulher como será a comemoração do segundo ano de casado, em maio. 

Preconceito e interesse
Segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros em 2010 era de pouco mais de 73 anos. Isso representa cerca de três anos a mais do que no começo dos anos 2000.  É natural que as pessoas queiram viver esse tempo a mais com qualidade, o que também inclui curtir um relacionamento amoroso. 

Mas, às vezes, há problemas no caminho para a felicidade amorosa dos idosos, como o preconceito dos familiares --principalmente, com relação às mulheres. ‘’É comum a vergonha de dizer que está apaixonada ou tem desejo por outra pessoa. Muitas famílias não concebem a ideia de que a idosa quer sexo ou ter um companheiro. Já os homens mais velhos não têm tanta dificuldade nesse ponto”, comenta Ana Canosa, psicóloga e terapeuta sexual.

Os familiares podem, ainda, sentir a presença e importância do pai ou da mãe que morreu ameaçada por um estranho, além da questão financeira. "Os parentes se questionam sobre a herança, para onde vai a aposentadoria do idoso e se a pessoa não quer apenas se dar bem”, conta Ana.

Retomando a vida afetiva
Sentir-se sozinho não faz bem a ninguém. No entanto, para espantar o fantasma da solidão na terceira idade, é importante que a pessoa tome algumas atitudes, não só para encontrar um novo amor, mas também para aproveitar esses momentos com segurança e prazer.