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Saiba como agir quando o casal é incompatível sexualmente

O sexo (ou a falta dele) podem fazer a diferença em um relacionamento. Conheça as principais diferenças entre os parceiros sexuais e aprenda a lidar com elas 08/02/2012 às 12:03
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O sexo (ou a falta dele) é decisivo para uma boa relação do casal
Uol Comportamento ---

Por maior que seja o desejo, nem sempre as preferência sexuais de um casal batem. Um adora transar de manhã, o outro à noite. Um quer ouvir palavrões, o outro prefere frases carinhosas sussurradas ao pé do ouvido. As diferenças acabam gerando frustração e mal-estar. "

Com medo do julgamento alheio, homens e mulheres não experimentam o que o parceiro deseja, permanecendo no trivial", diz a terapeuta sexual Valéria Walfrido. “Deixando de inovar, casais perdem a oportunidade de saber, pela experiência, se gostam daquilo ou não". Listamos as principais situações de incompatibilidade sexual e ouvimos especialistas, que deram dicas para vencê-las (ou, simplesmente, aprender a lidar com elas). Confira:

Qualidade X quantidade

Para a terapeuta sexual e de casal Sylvia Faria Marzano, a discussão sobre quantidade e qualidade acontece mais entre os casais em que o homem é jovem. "Nessa faixa etária, os rapazes preferem a quantidade pela necessidade de mostrar poder e virilidade", diz a especialista, que também é diretora do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp). Na idade madura, o sexo masculino tende a querer mais qualidade nos relacionamentos, até porque as ereções precisam de um intervalo maior para se repetirem. "Em compensação, os orgasmos ficam mais prazerosos”, observa Sylvia.

As mulheres, em sua maioria, preocupam-se mais com o sexo de qualidade, afirma o terapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex). “O homem pode se satisfazer sexualmente tendo sexo uma ou duas vezes por dia, ainda que a relação dure, no total, 3 ou 4 minutos", diz.

Dica: quantidade é quantidade, mas qualidade é sempre algo subjetivo. Cabe ao casal, então, decidir o que é bom –nos dois campos– e encontrar um meio termo em que ambos fiquem satisfeitos. Abra o jogo e converse.

Carinho X vigor

Muitas mulheres gostam de pegadas mais fortes. Porém, quando a parceira é um pouco mais reprimida ou prefere a delicadeza, é preciso que o homem tenha tato, pois ela pode não estar aberta a toques mais intensos.

"Carícias vigorosas nos genitais femininos e nos seios nem sempre são bem aceitas, pois, às vezes, chegam a doer”, explica Sylvia Marzano. E muitas mulheres, por terem vergonha ou medo de se masturbarem, simplesmente não sabem ou não conseguem dizer o que desejam na cama. Oswaldo Rodrigues lembra que as preferências individuais têm a ver com os instintos –homens são broncos, mulheres são meigas– e com as primeiras experiências sexuais.

Dica: brincar de inverter os papéis, imitando os toques um do outro, pode render um aprendizado e tanto sobre o corpo do parceiro ou parceira, assim como uma boa sessão de massagem e de masturbação. Não tenha receio de dizer que prefere que o toque seja mais forte ou mais suave. Se é o que você deseja, fale.

Manhã X noite

Sem dúvida alguma, o período após acordar é o mais propício para o relacionamento sexual. Para o homem, às 8h é o pico de testosterona sanguíneo, então, ele fica mais propenso a ter uma boa transa com fortes ereção e orgasmo. Para as mulheres, o pico de testosterona é à noite. Além disso, existe uma crença dotada de romantismo -que se desenvolveu ao longo dos séculos- de que à noite é o melhor momento para o sexo.

"A questão é que, hoje em dia, a hora de dormir passa da meia-noite, após longas 16 ou 18 horas de atividades, trabalho e afazeres, com cansaço físico e emocional", explica o terapeuta Oswaldo Rodrigues. Para os casais com filhos pequenos, então, a rotina é ainda mais cansativa, o que diminui a vontade de transar à noite.

Dica: mesmo com o pico hormonal noturno feminino, de manhã, o casal, de modo geral, está mais descansado. Se não tiverem compromisso de horário, vale a pena investir em alguns momentos quentes (mesmo que breves) e garantir o bom humor para o dia todo.

Preliminares longas X breves

Todos sabem que quem prefere ir direto ao ponto é o homem. Isso, nos mais maduros, pode acarretar disfunções sexuais, pois eles, assim como as mulheres, necessitam de preparo para transar, com mais carícias e tempo. Muitos não aceitam as mudanças decorrentes da idade e esperam que tudo seja como na juventude, quando a simples visão de uma mulher nua já motivava a ereção.

"Entender a fisiologia do envelhecimento é essencial para ter prazer", explica Sylvia. "Quando um casal está cansado com o trabalho, cheio de preocupações, as preliminares longas facilitarão o corpo a se preparar para o sexo”, diz Oswaldo Rodrigues. “Mas se o casal está eroticamente envolvido há horas, pensando, fantasiando, vivenciando, em sintonia e demonstrando a disposição para a atividade sexual, o sexo rápido deverá ser satisfatório e prazeroso para ambos", afirma.

Dica: o sexo não precisa, necessariamente, começar no quarto, com os dois sem roupa. E, mais uma vez, cabe a sugestão de achar um meio termo e adequar o período do sexo à ocasião e ao astral do dia. Afinal, mais vale uma rapidinha bem feita do que preliminares que não chegam a lugar algum.

Palavrões X meiguices

Muitos homens gostam de mulheres delicadas –esses, certamente, vão adorar apelidinhos carinhosos dados ao pênis e achar o cúmulo da vulgaridade alguma alcunha lasciva. Do mesmo modo, há mulheres que detestam homens muito melosos e outras que se ofendem se o sujeito solta um “safada” em seus ouvidos.

Dica: os dois casos exigem uma espécie de sondagem prévia, para que um não decepcione nem assuste o outro na hora H. Porém, o mais importante é lembrar-se de que as palavras ditas na cama não correspondem à realidade fora dela. Então, nada de levar qualquer coisa para o lado pessoal. Os palavrões ditos fazem parte de uma fantasia.

Quarto X a casa toda

Existe uma tendência, quando um dos dois é um pouco reprimido sexualmente, de achar que sexo só deve ser feito no quarto, ainda que isso não seja dito. Se essa for a única opção (por ter muita gente em casa, por exemplo), tudo bem. Mas, mesmo assim, o ambiente pode ser usado de maneiras diferentes. Exemplos? Tapete, almofadas no chão, pufes, velas, meia-luz, chuveiro (se for uma suíte. Vocês podem, ainda, inventar posições em que se apoiem na porta, no guarda-roupa etc. E, quando a casa estiver vazia, aproveite para explorar outros cômodos.

Dica: muita gente associa o quarto ao sexo confortável, já que a cama permite um vasto repertório de posições. No entanto, uma ohadinha rápida no Kama Sutra permite conhecer vários modos de se divertir longe do colchão. “Sexo bom com erotismo é aquele que ocorre com novidades sempre, para evitar  ao desgaste do relacionamento”, diz Sylvia Marzano.