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Música

Sambista Diogo Nogueira se apresenta na capital amazonense nesta sexta (6)

Show do cantor carioca vai celebrar os cinco anos do projeto “Rio Samba Show” 06/10/2017 às 12:26
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(Foto: Marcus Hermes/Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Antes de Diogo, duas gerações dedilhavam o samba na vida da família Nogueira. O avô havia sido um grande músico: tocava com Pixinguinha, João da Baiana e Donga; seu pai, o sambista João Nogueira seguiu na música por causa da influência do avô de Diogo. “Eu até que tentei ser jogador de futebol, mas o samba me chamou e não teve jeito”, diz o cantor carioca, animadíssimo para o show que vai fazer em Manaus nesta sexta (6), às 22h, no Dulcila Festas, por meio do projeto “Rio Samba Show”, que comemora cinco anos.

Sobre os desafios de fazer samba nos dias de hoje, Diogo é enfático: vivemos em tempos diferentes e as coisas são muito dinâmicas. “Esse ano completo 10 anos de carreira, e desde o início da minha carreira até os dias de hoje muita coisa já mudou. Então você imagina o quanto mudou da época do meu pai para hoje em dia. Mas o samba é sempre um grande campeão, sempre dando alegrias para o povo, sempre se reciclando e tendo diferentes expoentes. O samba é o grande cronista do dia a dia e por isso é sempre atual”, declara ele.

A ansiedade está a mil para o show em Manaus. “Sou sempre muito bem recebido, e até o show de Réveillon da cidade eu já fiz. Sempre tento passear, comer comidas típicas, andar de barco, mas normalmente a correria é tão grande que a gente não consegue aproveitar a cidade com tranquilidade”, destaca Diogo, que está viajando por todo o Brasil com o show do DVD “Alma Brasileira”, com um repertório onde faz homenagens ao samba e a MPB.

“Fui influenciado por importantes artistas que não são do samba, como Djavan, Gonzaguinha, Milton Nascimento, e gravei clássicos desses artistas nesse DVD. O show é uma grande festa, onde celebro o samba de Zeca Pagodinho, Roberto Ribeiro, Fundo de Quintal, mas também canto Cazuza, Djavan, Milton e até Tim Maia. Como não poderia deixar de ser também cantarei as músicas que marcaram a minha carreira”, complementa Nogueira.

Folia

Portelense desde que nasceu, Diogo teve a paixão pelo Carnaval semeada por seu pai. “Meu pai foi da Portela e tenho uma relação histórica com a escola. Adoro o carnaval e tive a alegria e honra de ganhar a disputa de sambas enredos por quatro anos consecutivos, de 2007 a 2010. Ver meu samba na avenida, com todo mundo cantando, foi uma das maiores emoções que tive na vida”, lembra ele, ressaltando que seu pai é seu grande ídolo. “Meu pai era um grande amigo, um cara que me apoiou muito, em tudo o que eu fazia, e que nos deixou muito cedo”, lamenta.

Na vida fora dos palcos, Diogo se considera um cara vaidoso. “Se um cara que gosta de se cuidar, fazer ginástica, se vestir bem e andar arrumado é ser vaidoso, então acho que sou. Mas sou uma pessoa normal, e não faço nada diferente do que muitos homens fazem, apenas cuido de mim”, comenta ele. Fora do samba – mas ainda na música – Diogo é um cara eclético, onde ouve de tudo. “Gosto de rock, de hip hop, tanto nacional quanto internacional.”, coloca ele.

Voltando aos palcos, Diogo acaba de gravar um novo CD intitulado “Munduê”, e que será lançado em breve. “É um CD que comemora meus 10 anos de carreira, e pela primeira vez gravei um disco 100% autoral, somente com músicas minhas com meus parceiros. Em breve estaremos novamente em Manaus para apresentar as músicas desse novo CD”, coloca ele, que, com influências dentro e fora do samba, não vê rivalidade entre o samba e o pagode. “Samba e pagode vem do mesmo lugar, da mesma árvore. O que é preciso diferenciar é música boa de música ruim”.

Serviço

o quê: "Rio Samba Show", com Diogo Nogueira

quando: Sexta (6), às 22h

onde: Dulcila Festas (Av. Coronel Teixeira, 5982, Ponta Negra)

quanto: R$ 160 (lugar na mesa com direito a um coquetel de salgados)

infos: (92) 99153-0545

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