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Sapatos: os parceiros do pé precisam ser amigos do corpo

A beleza que os sapatos trazem aos pés é incontestável. Porém, muitos artifícios presentes no acessório podem ser prejudiciais à saúde. Saiba quais os mais adequados ao corpo humano 27/11/2012 às 10:40
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Sapatos de bico fino são prejudiciais; rasteirinhas também são vilãs
acritica.com Manaus, AM

Todo mundo passa diariamente pelo momento de abrir o armário e ver qual par de sapatos vai acompanhá-lo durante o dia. Porém, há aqueles que não contribuem com o bem estar físico das pessoas, fazendo com que seja essencial o alerta sobre qual tipo de sapato utilizar ou inutilizar.

Aqueles tidos como os ideais pelos ortopedistas são aqueles cuja plataforma possui 3 cm de altura, popularmente chamados de Anabela.  Ele é ideal para quem realmente precisa usar salto diariamente e diminui significativamente os riscos de lesões e dores. O pé precisa ficar mais paralelo do chão possível, até porque a base alargada do solado proporciona maior equilíbrio e adequação do pé.

Já aqueles sapatos que apresentam um risco mediano em relação ao corpo são os saltos retangulares e quadrados, por apresentarem maior superfície de contato com o chão, elevando a estabilidade do pé. Os saltos tipo cone auxiliam no equilíbrio, por não serem tão finos. A distribuição de peso é causada pelos saltos meia-plataforma, porém ainda não são tão adequados. Os bicos finos mais atuais já possibilitam a livre movimentação dos dedos dentro dele, porque o bico é posicionado à frente deles.

Aqueles que se enquadram no sinal vermelho da saúde e do bem estar são os salto agulha, que é o pior de todos, e pode ser substituído pelo salto fino, pra quem não abre mão, por proporcionar um pouco mais de equilíbrio. Mulheres, atenção: NUNCA se deve ficar de pontas de pé com esse tipo de sapato.

Já as mulheres que dispensam o salto e são fãs de um visual natural certamente ficarão tristes com a informação: sim, as velhas amigas rasteirinhas sinalizam perigo em relação ao corpo das moças.  Como não dispõe, muitas vezes, de nenhum salto, faz com que o pé sinta todo o impacto do contato com o chão. Não apresenta nenhuma flexibilidade e de difícil adequação. E o corpo humano sente outras doenças em relação ao salto alto, com o uso exagerado de rasteirinhas, como asceíte plantar, formação de esporão calcâneo e tendinites do tendão de Aquiles.

Sapatos e os problemas de saúde

Dentre os principais problemas mais comuns, estão as joanetes, que podem ser ocasionados por fatores genéticos e hereditários, mas que também podem ser facilmente acarretadas por saltos de bico fino, e saltos altos que sobrecarreguem o ante pé, que também geram a lesão dos nervos inter-ósseos do pé, característica dos Neuromas de Morton.

Os sapatos muito apertados ou bicos finos originam os dedos em garra, que é uma espécie de deformação do pé. Os tendões podem ficar inflamados com as tendinites. A inflamação da fáscia plantar e/ou ligamento da sola do pé é trazida pela fasceíte, outra doença causada por uso de sapatos inadequados.

Os ossos do dorso do pé também inflamam, gerando a metatarsalgia. A calcificação na face plantar do calcanhar na inserção da face é trazido pelo esporão de calcâneo. O encurtamento do tendão de Aquiles é ocasionado falta de alongamento e manutenção da posição do calcanhar elevado no salto, por exemplo.

Os lombares também não ficam de fora dos malefícios do uso excessivo de sapatos inadequados. A curvatura da coluna lombar pode sofrer um aumento, cuja doença se chama hiperlodose. Ou até mesmo podem surgir dores nessa região, o que pode ser indício de lombalgia.

Dicas, mitos e verdades sobre o uso de sapatos

1. Comprar sapato no final da tarde  ou de noite – geralmente o pé está mais inchado e se tiver justo é mais fácil de identificar.

2. Experimentar os dois pés - Ninguém tem os dois pés do mesmo tamanho. Caminhar com o sapato é bom pra ver se oferece bom equilíbrio.

3. Nem muito largo, nem muito apertado. Certinho é ruim.

4. O risco de dores e lesões de um salto de 10 cm é praticamente o mesmo do que um salto acima de 4 cm.

5. Lacear é mito! - O sapato na verdade deforma e gera calos, unha encravada, entre outros.

6. Terrenos irregulares são os maiores causadores de acidentes com salto alto, como torção, fratura e até ruptura de ligamentos.

7. Vale conhecer suas próprias limitações. Alternar os saltos muito altos, com sapatos mais baixos, estilo plataforma, de preferência até 3 cm assim que sentir a dor.

8. Cada um pode reagir de uma forma ao uso, mas o ideal é ir até o local do evento com um tênis ou sapato mais confortável e usar e colocar o salto somente quando realmente é necessário.

9. Revezar o tipo de salto dia a dia, para não deixar o pé sempre na mesma posição.

10. Pés descalços são melhores que com rasteirinha, por exemplo. O pé se adapta ao terreno, já a rasteirinha não tem flexibilidade alguma.

11. Todos os sapatos devem ter folga de 1 cm entre a ponta do sapato e o dedão do pé.