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Só 12 dias para o 'fim do mundo'

A data estipulada pelo calendário maia tem dado o que falar em todo o planeta 08/12/2012 às 17:30
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Apesar de a Nasa ter afirmado cientificamente que o mundo não vai acabar, tem gente que simplesmente crê que o apocalipse
Mellanie Hasimoto Manaus (AM)

Enquanto uns acreditam de verdade, e se preparam para o pior, estocando alimentos e fazendo preparativos, outros querem mais é curtir a vida (ou os 12 dias que restam). Apesar de a Nasa ter afirmado cientificamente que o mundo não vai acabar, tem gente que simplesmente crê que o apocalipse – ou algo transformador – acontecerá mesmo no dia 21 de dezembro.

A bibliotecária Marlúcia Santos*, 61, católica não praticante, está “cabreira”, e afirma não confiar no que a Nasa diz. “Desde que sou muito moça conheço as teorias maias. Eles nunca falharam em nenhuma outra previsão, por que errariam agora?”, questionou ela, que pediu para ter o nome modificado para esta reportagem. A entrevistada continuou: “Sem falar que a Nasa nunca foi parâmetro para ninguém, não é? Eles escondem informações, todo mundo sabe disso”.

Esclarecimentos

A aposentada está se prevenindo: estoca mantimentos para o caso de qualquer acontecimento (“Como dizia minha avó, o seguro morreu de velho”, sentencia), mas não sente pavor do que possa acontecer. Mas não é assim que centenas de pessoas ao redor do mundo se sentem.

Foram tantas perguntas (e muita gente afirmando que iria cometer suicídio nesse dia) que a Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa, teve que fazer uma seção em seu site somente para esclarecer os mais desesperados. “Assim como o tempo não para quando os ‘calendários de cozinha’ chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente – 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo”, ressaltaram os especialistas. Mas, ainda assim, tem gente que acredita que algo possa acontecer.

Verdade e luz

Mas, ao contrário do alarmismo de Marlúcia, o professor de inglês Neto Valcacer, 25, se prepara para um grande evento, mas de outra maneira. “Eu já estou preparando para algo, há um tempo. Claro, nada muito grave, como uma erupção de raio gama, mas venho me preparando para algo grande”, disse. A preparação de Neto vem por meio de meditação e estudo, nada físico como armazenar comida.

Na opinião do professor, que não tem religião definida, a mudança vai ocorrer sim, mas para o bem. “Acho que algo grande vai acontecer. Tem gente que acredita que as fórmulas da luz serão despertadas no ser humano, tem gente que acredita que o ‘planeta X’ vai colidir com a Terra... Eu prefiro acreditar que alguma coisa vai acontecer, e vai abrir os olhos da humanidade para um bem maior, para verdade”, apontou.

Procurar o que fazer

Do outro lado, estão os ateus, como o analista financeiro Nelson Oliveira, 28. Depois de ter passado por um possível fim do mundo “quatro vezes, ou mais”.

“Desde que existe civilização, grupos religiosos e esotéricos fazem referência ao fim do mundo. Essa data já foi alterada várias vezes, assim como a volta de Jesus para a Terra, que também nunca se concretizou, a não ser pelo Inri Cristo. Todas as vezes que chegam os dias previstos, aparecem explicações e a data é adiada novamente”, declarou. “O mais ridículo de tudo  são pessoas com o mínimo de conhecimento ainda acreditarem numa baboseira dessas”, completou Oliveira.

Para ele, quem está com medo tem mais que procurar o que fazer. “Espero logo que essa data passe, e que a nova seja reagendada. Quem sabe um dia não se conscientizam do quão idiotas são”. E aconselha: “Vão viver e parem de se preocupar com o ‘fim do mundo’. A vida não é um filme de ficção”, finalizou.