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Solenidade marcante encerrou o Festival de Teatro da Amazônia nesta quarta (17)

O FTA ocorreu no período de 8 a 17 de outubro, com mostras de espetáculos teatrais, somados à seminários, workshops e oficinas voltadas para a aprendizagem artística. No encerramento, companhias de teatro entre espetáculos e atores diversos foram premiados 27/10/2012 às 19:06
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Encerramento da 9ª edição do Festival de Teatro da Amazônia
Laynna Feitoza Manaus, AM

Um ode à arte cênica regional. Descontração, agradecimentos, risos e lágrimas marcaram a solenidade de encerramento do 9º Festival de Teatro da Amazônia (FTA), que aconteceu nesta quarta (17), no Teatro Amazonas, localizado na Praça São Sebastião, s/n, bairro Centro. Realizado pela Secretaria de Cultura do Amazonas em parceria com a Federação de Teatro do Amazonas, a nona edição do festival possuiu 18 espetáculos que concorreram a 8 categorias, distribuídas entre os ‘Prêmios Circulação’ e os ‘Prêmios Especiais’.

O FTA ocorreu no período de 8 a 17 de outubro, com mostras de espetáculos teatrais, somados à seminários, workshops e oficinas voltadas para a aprendizagem artística. No encerramento, companhias de teatro entre espetáculos e atores diversos foram premiados.

Comemoração dos resultados

No início da solenidade, o Secretário de Cultura, Robério Braga, comemorou os resultados alcançados com a última edição do festival. “Temos aqui a descrição em libras, temos acesso a todas as pessoas com necessidades especiais. Imagino a emoção de cada artista e cada grupo por estar no encerramento”, apreciou Braga.

O titular da Secretaria de Cultura ainda entregou a placa de homenagem ao ator amazonense Sérgio Lima, já falecido, à atriz Rosa Malagueta, uma das melhores amigas de Sérgio. “O principal prêmio do festival do ano que vem se chamará Sérgio Lima”, revelou Robério. Após receber a placa, Malagueta agradeceu a homenagem e completou: “Essa é a família do ator Sérgio Lima”. Ao fundo, vídeos com dizeres de amigos e familiares sobre Sérgio trouxeram o ator à memória dos presentes.

O coordenador geral do evento, Dyego Monnzaho,  avaliou como extremamente positiva a 9ª edição do FTA, dizendo que o festival atual superou, na metade do FTA, o público do evento passado. Para o coordenador, as companhias de teatro estão cada vez mais unidas, o que garante o sucesso do evento e da atividade artística local. A interação entre os membros do festival era notável: os vencedores recebiam com aplausos e muitos cumprimentos os próximos a subir no palco para receber os prêmios.

Menção Honrosa

Além das 8 categorias competitivas do festival, que foram a de ‘Pesquisa de Linguagem’, ‘Produção e Trabalho Coletivo’, ‘Concepção Visual’, ‘Sonoplastia e Performance Musical’, ‘Pesquisa Cênica’, ‘Concepção Cênica’, ‘Melhores Atores’, e ‘Melhor Espetáculo’, houve no início da solenidade a ‘Menção Honrosa’, categoria extra que premiou a nova safra de atores que se destacaram no FTA. Os nomes em destaque foram os dos atores Carla Menezes, Clayson Charles, Israel Castro, Landerson Gutierrez e Tharcila Martins.

O ator Clayson Charles, além de ser citado no extra ‘Menção Honrosa’, como um dos atores da atualidade com maior destaque no FTA, compartilhou com seu grupo a alegria de vencer com o espetáculo ‘Chapeuzinho Amarelo’, eleito como um dos 4 melhores do evento. Para Clayson, a menção honrosa foi uma surpresa.

“Tô surpreso. O personagem que fiz na peça foi uma coisa boba, cena rápida”, exclamou o ator, explicando mais sobre o espetáculo. “A peça conta a história de uma chapeuzinho amarela de medo, por descobrir que o lobo, interpretado por mim, não era o que ela pensava. De tanto o lobo falar que era lobo umas 25 vezes, ele acabou virando um bolo, que é lobo ao contrário, bolo que a chapeuzinho acabou comendo. Ela descobriu, no fim das contas, que podia vencer o medo falando as palavras ao contrário”, ressaltou Charles.

Prêmios

O prêmio ‘Pesquisa de Linguagem’, concedido pelo júri foi para o espetáculo infanto-juvenil ‘Cavaleiro da Armadura de Sol’, da Associação ArtBrasil. A diretora Ana Cláudia Motta, ao subir no palco, disse: “Se eu tô hoje recebendo esse prêmio eu devo a eles”, chamando ao palco os membros do espetáculo.

Já o prêmio ‘Produção e Trabalho Coletivo’ foi conquistado pelo também espetáculo infanto-juvenil ‘Aykunã e a Árvore da Sabedoria’, da Cia Arte e Movimento. O prêmio especial de ‘Concepção Visual’, voltado aos figurinos, objetos de cena e cenografia foi às mãos do infanto-juvenil ‘Chapeuzinho Amarelo’, da Cia de Teatro Metamorfose.

O prêmio ‘Sonoplastia e Performance Musical’, que avaliou a dedicação à pesquisa sonora e o desempenho integrado à cena foi ancorado pela banda Ktarse Divina, do espetáculo ‘Aykunã e a Árvore da Sabedoria’. O prêmio para ‘Pesquisa Cênica’ foi ao diretor Jean Palladino, com o espetáculo adulto ‘O Casamento’, realizado por meio da Cia Amattores. Os membros do espetáculo receberam o prêmio com a frase “Somos juntos, somos fortes”.

Já o prêmio ‘Concepção Cênica’, que considerou a riqueza conceitual e a riqueza de elementos sonoros e visuais foi erguido pelo diretor Douglas Rodrigues, com o espetáculo ‘A Casa de Bernarda Alba’ do grupo AACA – Arte e Fato.

Justificados pelo reconhecimento ao desempenho e a qualidade artística, foram apontados pelo júri na categoria ‘Melhores Atores’ do festival, os atores Arnaldo Barreto, do infanto-juvenil ‘Mitos e Lendas Caboclas’. “Temos que ser solidários e cumprimentar uns aos outros”, disse o ator, emocionado. Caio Setúbal foi chamado pela performance no espetáculo adulto Cabaret – Paródia do Amor Romântico.

A veterana Ednelza Sadho foi premiada pelo desempenho no adulto ‘A Casa de Bernarda Alba’. A atriz, que também é professora de teatro, destacou: “O aluno disse que se fortalece no palco e eu me fortaleço vendo a juventude se fortalecer no teatro. O palco é minha vida, sem o palco acho que deixarei de viver”, disse, ao receber o prêmio.

Ainda na categoria de ‘Melhores Atores’, aparecem Dimas Mendonça, pelo espetáculo ‘Rodrigueanas Amazônica’, Jória Lima, do espetáculo adulto ‘’Álbum de Família’, Carol Medeiros, do ‘Aykunã e a Árvore da Sabedoria’, Paulo Queiroz, do espetáculo ‘O Homem, A Pedra e o Rio’, e Richard Harts, pela atuação em ‘O Cavaleiro da Armadura de Sol’.

Por fim, a atriz Selma Bustamante também foi consagrada entre os melhores atores do espetáculo, pelo trabalho realizado no infanto-juvenil ‘Se Essa Rua Fosse Minha’, que foi anunciada como “uma atriz que está levando o prêmio sem dizer uma palavra”, em referência à sua peça, que envolve uma linguagem muda e experimental.

Os quatro melhores espetáculos

O ‘Prêmio Circulação’, o mais esperado da noite, pela responsabilidade de eleger os quatro melhores espetáculos do FTA, foram anunciados pelo Secretário de Cultura, Robério Braga.

Os grandes vencedores foram ‘O Cavaleiro e a Armadura de Sol’, da Associação ArtBrasil, ‘Aykunã e a Árvore da Sabedoria’, da Cia Arte em Movimento Zona Cultural, ‘Chapeuzinho Amarelo’, da Cia de Arte Metamorfose, e ‘Se Essa Rua Fosse Minha’, do Grupo Baião de Dois.

Os vencedores do Prêmio Circulação ganharão uma viagem a Curitiba, no Paraná, para apresentarem os espetáculos em um festival da região, ainda a ser definido.

O gran finale da solenidade teve um poema-lição do ator Sérgio Lima declamado, tido como a “última homenagem” ao artista. O Festival de Teatro da Amazônia foi selado com o verso “A estrela matutina do mal é como o rebelde que cai”.