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Som 'calmo' conduz novo trabalho de ex-baixista da banda Fresno

O músico Rodrigo Tavares fala em entrevista sobre show em Manaus, projetos e carreira 09/05/2012 às 10:41
Show 1
Rodrigo Tavares apresenta novo trabalho em Manaus
Rafael Seixas ---

Rodrigo Tavares, ex-baixista da Fresno, era uma das figuras mais influentes da banda gaúcha. Contudo, apesar da projeção nacional com que já contava, o músico decidiu optar por sair do grupo para poder experimentar novos horizontes no seu projeto solo – chamado Esteban. A escolha deu certo e, após vários shows pelas principais capitais do País, ele se apresenta nesta sexta-feira, 11, a partir das 21h, no Teatro Direcional. Nesse show, Tavares irá tocar sozinho, contando apenas com um teclado e um violão.

 Essa sonoridade mais calma é justamente a proposta do trabalho que, apesar de não contar ainda com um álbum, tem suas músicas conhecidas pelo grande público, por meio das mídias sociais. O primeiro disco, que se chamará “Adiós Esteban”, já está sendo gravado, devendo ser lançado no próximo mês. “O acordeon está presente em todo o disco. Não tem muita guitarra (conta ainda com piano, violão e bateria). É um trabalho mais calmo, quase acústico”, disse Rodrigo Tavares, em entrevista feita pelo telefone. O repertório será composto pelas canções “Muda”, “Sophia”, “Pianinho”, “Tchau Radar”, entre outras. Essa última foi feita em parceira com Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) – seu grande ídolo. Nesse momento, “Adiós Esteban” está sendo masterizado nos Estados Unidos. “Quero ver se lanço esse trabalho associado com alguma marca, por isso estou em reuniões frenéticas para poder lançá-lo o mais rápido possível”.

Lembrança

Sobre Manaus, Tavares fez vários elogios e relembrou da última vez que veio tocar na capital, no ano de 2008, ainda sendo integrante da Fresno. “Foi uma aventura gigante ir para Manaus, porque tínhamos ido gravar a ‘Malhação’ (novela teen da Globo) em Fortaleza (CE). Lembro que queria pegar um voo e ir direto para Manaus. Fiquei uns três dias aí e fiz amizade com a galera que é moradora. Eu me lembro de todos os botecos que me levaram para conhecer. No dia em que fui ao shopping o parei, porque o pessoal sabia que eu estava ali (risos). A intenção era chegar e me meter no meio do mato para conhecer, mas o plano mudou na hora”. Ele revelou ainda que Manaus é uma das cidades onde menos tocou no País, mas que sempre proporcionou uma energia boa. “Vou chegar um dia antes do evento, mas gostaria de ficar pelo menos uma semana”, avisa.

 Afastamento

Ao ser questionado sobre sua recente saída da Fresno, ocorrida no mês de março, Rodrigo explica que não foi por causa da falta de espaço para mostrar suas composições, mas sim porque queria dar continuidade a algo que estava construindo, o seu sonho, o Esteban. “Não foi por falta de espaço. Tocava contrabaixo, que não é um instrumento da minha natureza, e a banda estava com muita sede depois que saiu da Arsenal Music, do Rick Bonadio, e voltou a ser independente. Realizei vários sonhos com a Fresno e se não fosse ela, talvez, eu nunca tivesse feito nada do que fiz até hoje. Só que fazia falta tocar piano, guitarra, compor... Queria fazer algo meu”, explicou. A agenda da banda era primordial, ou seja, não o permitia dar continuidade ao Esteban, algo que ele tinha urgência de fazer.