Publicidade
Entretenimento
Vida

Sucesso do gênero zumbi continua crescendo nas séries de TV

Em 2010, com o lançamento seriado "The walking dead", os mortos vivos voltaram a ter prestígio através dos seriados. A série se apresenta como fenômero de crítica e público 25/04/2015 às 10:00
Show 1
“The walking dead” assim como “Fear the walking dead”, “The Strain” e “iZombie” revitalizaram o gênero zumbi na telinha
Gabriel Machado Manaus

Consagrado por George A. Romero, responsável por clássicos como “A noite dos mortos vivos” (1968) e “Despertar dos mortos” (1978), o gênero zumbi perdeu fôlego ao longo dos anos no cinema. No entanto, mais precisamente em 2010, com o lançamento do seriado “The walking dead”, os mortos vivos ganharam outra (desculpe o trocadilho) sobrevida, desta vez na telinha. Não explorando necessariamente a mesma carnificina apresentada nos trabalhos de Romero, como é o caso da viciante “iZombie” (2015), esse subgênero, antes associado somente a produções de terror e suspense, se reiventou, passando agora a explorar territórios como a comédia e o drama familiar.

Mais que uma série de zumbis, “The walking dead” se mostrou, ao longo das suas cinco temporadas exibidas (a sexta estreia em outubro deste ano), um verdadeiro fenômeno - tanto de crítica quanto de público. Exibido nos Estados Unidos pelo canal pago AMC, o seriado alcança, semanalmente, índices astronômicos de audiência: o último episódio da 5ª temporada, por exemplo, atraiu quase 16 milhões de espectadores na terra do Tio Sam.

Esse sucesso acabou estimulando as emissoras norte-americanas a apostarem na fórmula. No ano passado, a FX, afiliada da Fox, encomendou 13 episódios de “The Strain: Noite Absoluta”, criada por Guillermo del Toro e Chuck Hogan. Na trama, um avião aterrissa no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, com as luzes apagadas e portas seladas. O epidemiologista Dr. Ephraim Goodweather e sua equipe são enviados para investigar. A bordo encontram 206 corpos e quatro sobreviventes. A situação deteriora-se quando todos os corpos desaparecem do necrotério. Goodweather e um pequeno grupo de auxiliares encontram-se lutando para proteger não só os seus próprios entes queridos, mas toda a cidade.

A produção agradou e menos de um mês após a sua estreia nos EUA ganhou sinal verde para uma 2ª temporada, prevista para ser lançada este ano.

Uma zumbi diferente

No mês passado, foi a vez da CW arriscar no gênero com a aclamada “iZombie”. Produzido por Rob Thomas, criador de “Veronica Mars” (2004), o seriado é uma adaptação da série de quadrinhos homônima de Chris Roberson e Michael Allred e tem como protagonista uma zumbi um tanto que diferente, com características mais humanas.“iZombie” acompanha a médica residente Liv Moore (um trocadilho com “leave more”, ou “viva mais” numa tradução livre) que, após um massacre em uma festa, acaba se tornando um zumbi. Agora, transformada em morta-viva, ela consegue um emprego no departamento legista para ter acesso aos cérebros de que deve se alimentar para manter sua humanidade. Porém, a cada cérebro que consome, Liv herda a memória que nele habitava.

A nova habilidade faz com que a protagonista se junte ao detetive Clive Babineaux e o ajude a solucionar os crimes de Seattle. Para afastar quaisquer suspeitas sobre sua condição, ela diz ao policial que é uma vidente.

A série estreou sem muitas pretensões e, agora, vem sendo apontada pelos críticos como a grande surpresa da temporada. Com números sólidos na audiência, deverá ser renovada em breve.

Saiba mais

Em agosto deste ano, a série “The walking dead” ganhará um spin-off, intitulado “Fear the walking dead”. Mais detalhes da produção estão sendo mantidos a sete chaves pela AMC, mas já se sabe que ela terá, ao menos, duas temporadas.