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Talentos brasileiros participam do Festival Breves Cenas

Espetáculos de todo o Brasil subirão ao palco do Teatro Amazonas até domingo (25) 22/03/2012 às 07:48
Show 1
Peça teatral "A Mais Forte"
Mellanie Hasimoto ---

Drama, comédia, suspense e muito talento são as palavras de ordem do Festival Breves Cenas de Teatro, que inicia hoje, no Teatro Amazonas, às 19h, em sua  quarta edição. Sucesso de público, o festival traz para a mostra competitiva 16 cenas de dez Estados, além da apresentação de “Cacilda”, cena vencedora do Festival Universitário de Esquetes, no Rio de Janeiro. A mostra vai até domingo, 25, com entrada gratuita em duas sessões.

“O festival é dinâmico e foi criado para suprir a carência de eventos desse formato na nossa região, além de valorizar os artistas, produzindo e desenvolvendo conhecimento através de processos colaborativos”, explicou o diretor artístico, Diego Monnzaho.

Inusitadas

A cada noite serão apresentadas quatro cenas, com uma rodada de sessão às 19h e outra às 21h. No dia seguinte, essas mesmas cenas serão debatidas em um encontro realizado sempre às 14h, no Espaço Cultural Arte Fato (ao lado do Teatro Amazonas), com participação dos artistas, jurados e público.

Entre as cenas da mostra, está “Acontecia em 1950”, do grupo Cia. Duplos, de Minas Gerais, onde o Sr. Walker, um homem comum, se transforma ao se sentar no banco do seu carro. Já o grupo Beija-Fulô, do Amazonas, conta em “A Mais Forte” uma história onde amor e ódio se confundem.

Em “As Rosas no Jardim de Zula”, do grupo Zula Cia. de Teatro, de Minas Gerais, a cena mostra uma mulher que vai tentar encontrar na rua um sentido para a sua existência. O grupo pernambucano Cia. de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d'Improvizzo Gang vai apresentar “Berceuse”, onde uma mulher solitária se veste de preto e espera a morte chegar.

Os amazonenses do Grupo Baião de Dois vão apresentar palhaços em “De pré a pós”, espetáculo voltado para o nonsense e para a reflexão sobre os desentendimentos provocados pela linguagem teatral. Em “Ela i eu ou nada que transpareça”, do paranaense Coletivo de Dois, Tom decide dirigir Ginger, uma grande atriz, que enfrenta conflitos quando um ator sem expressividade resolve roubar a cena.

Em “Indefinido”, dos paranaenses da Cia Auá de Performance Teatral, uma mulher que mantém uma relação com dois homens, tem um filho que falece e é morta quando os dois se voltam contra ela para ficarem juntos. “Kabukiza”, da Kings Company de São Paulo, mostra de forma inusitada uma cena que se propõe a dar uma aula de teatro kabuki.

O Processo Natimorto, do Amazonas, apresenta a “Linha Temporal de Processo”, um projeto que baseia suas ações em experimentos cênicos. “Meus Olhos Estão Degringolando”, do Paraná, será apresentado pela Súbita Companhia de Teatro, em uma cena que trata da relação peculiar entre um homem e uma mulher.

Os catarinenses da Apatotadoteatro apresentam “Monólogo de Miguel”, cena na qual um escritor, ao tentar escrever sobre a ira, descobre a dimensão de seus próprios traumas.

“O Infortúnio de Ferdinando”, como o próprio nome diz, narra a história de  Ferdinando Silvino ao surpreender sua amada, e será apresentada pelo Grupo Impulso, do Rio de Janeiro. “Os Criados”, dos cearenses do Grupo Imagens, mostra o jogo ambíguo de duas mulheres tentando matar a sua patroa. Os mineiros da Casca de Nós Companhia de Teatro, mostra em das bordas de um “Quintal” onde passa um rio, um mar e outras coisinhas.

Por fim, a “Trajetória PL”, de CHIA,LIIAA!, vindos do Distrito Federal, concentra a cena na jovem travesti PL, que aos 16 anos é explorada sexualmente.