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Técnica urologia

Técnica garante pós-operatório mais tranquilo a pacientes que realizam cirurgia do aumento da próstata

Nova cirurgia do aumento da próstata conta com tecnologia inovadora que garante um pós-operatório mais rápido a pacientes submetidos ao procedimento 26/04/2012 às 12:01
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O médico Eugênio Rocha Jr. fez especialização em cirurgia minimamente invasiva no Institut Mutualiste Montsouris, em Paris
Luciana Santos Manaus

Uma nova tecnologia vem permitindo uma recuperação pós-operatória mais rápida aos pacientes submetidos à cirurgia de hiperplasia prostática benigna, ou aumento da próstata, como é popularmente conhecida. O sistema se chama Vaporização Plasmática Transuretral da Próstata (TUVIS) e está disponível há um mês em Manaus, no Centro de Urologia do Amazonas (Urocentro). O aparelho é o sétimo do País e o primeiro da região Norte.

 O urologista e sócio do Urocentro, Eugênio Rocha Jr. explica que o TUVIS revolucionou a cirurgia da próstata por permitir que o profissional consiga desobstruir o canal da uretra do paciente sem a necessidade de cortes ou raspagem e com técnica e movimentos similares àquelas já consagradas pela urologia.

 “Com essa tecnologia nova, que é a vaporização com plasma, você não fatia a próstata. O tecido prostático aumentado é delicadamente vaporizado. Ela usa energia bipolar, que é mais recente, e o diferencial está localizado na ponta. Você trabalha utilizando o soro fisiológico no local e o aparelho começa a criar bolhas, que se tornam um bolsão que entra em ignição, o chamado plasma. Este último, ao entrar em contato com o tecido, faz com que ele seja vaporizado. Não há pedaços de tecido”, conta Eugênio, que teve contato pela primeira vez com a nova tecnologia em 2009, quando fez especialização em cirurgia minimamente invasiva no Institut Mutualiste Montsouris, em Paris.

 No início do ano, o médico participou do Congresso Europeu de Urologia e garante que no Velho Continente todos os fornecedores e desenvolvedores de tecnologia para cirurgias de próstata já migraram para a tecnologia bipolar.

Vantagens

Segundo o especialista, a vaporização plasmática causa ainda menos agressão ao organismo do que outras técnicas minimamente invasivas disponíveis. “Nas técnicas sem corte, você faz a raspagem do canal , deixando a próstata oca. Essa é a técnica consagrada até hoje. Essa técnica é bastante segura, mas foram desenvolvidas tecnologias- como o TUVIS- que corrigem os problemas dessa técnica, como a utilização de líquidos especiais de irrigação durante a cirurgia, que estavam relacionados à algumas complicações. Usamos agora o soro fisiológico, que você encontra em qualquer hospital”, observa.

Outras vantagens apontadas pelo urologista são uma cirurgia mais curta, com mínimo sangramento, menos tempo de internação, recuperação mais rápida e menos desconforto pós- operatório.

“Esta nova tecnologia torna a cirurgia muito mais segura mesmo para aqueles pacientes com doenças cardiovasculares que não podem parar sua medicação anticoagulante. Você opera com mais segurança pacientes com idade avançada e também permite a cirurgia para pacientes testemunhas de Jeová, que não podem receber transfusão de sangue”, explica.

Processo inevitável

 De acordo com o urologista Eugênio Rocha Jr., o aumento da próstata benigno faz parte do processo de envelhecimento do homem e é inevitável. Ele destaca a importância da visita ao urologista a partir dos 40 anos, para verificar se o aumento é normal ou trata-se de um câncer.

No caso do aumento benigno, o especialista afirma que a incidência chega a 50% nos homens aos 50 anos e tende a aumentar 10% a cada década de vida, atingindo 80% dos homens aos 80 anos. Apesar de benigno, tal aumento pode diminuir a qualidade de vida do paciente. Dentre os problemas, Eugênio cita dor, dificuldade para urinar, sofrer com incontinência urinária, sangramento, criar pedra na bexiga, e nos casos mais acentuados, insuficiência renal por obstrução do fluxo urinário.

 “A gente vê muitos casos no serviço público de homens que estão fazendo hemodiálise por conta de uma obstrução crônica provocada pelo aumento prostático benigno. Quando o urologista percebe que já está havendo complicações causadas por essa obstrução ao fluxo urinário, indica-se o tratamento cirúrgico. Sempre há a opção pelo tratamento clínico com medicação, mas na falha deste ou se o indivíduo apresentar complicações, é indicada a cirurgia”, afirma.