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Teste genético poderá ser feito na cidade de Manaus

A ciência que utiliza os dados genéticos para identificar a propensão a estas doenças é a Nutrigenômica, que também estuda a interação de fatores ambientais, como a alimentação e a prática de atividades físicas, com o genoma 03/11/2012 às 18:57
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O especialista explica que o teste genético é indicado quando o médico não consegue finalizar um diagnóstico por meio das vias tradicionais
Luciana Santos Manaus, AM

A medicina caminha cada vez mais para a individualização da prevenção e tratamento de doenças crônicas como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. Por meio do mapeamento genético do paciente é possível identificar estes males e tomar as providências necessárias para que continuem “adormecidos”, ou se já desencadeados, para a escolha do melhor tratamento para o caso.

A ciência que utiliza os dados genéticos para identificar a propensão a estas doenças é a Nutrigenômica, que também estuda a interação de fatores ambientais, como a alimentação e a prática de atividades físicas, com o genoma.

“O indivíduo pode ter uma tendência à determinada patologia, porém, ela pode permanecer adormecida por vários anos. O estilo de vida pode acionar o gene ligado ao diabetes, por exemplo, e a doença vir à tona”, explica o nutrólogo Maximo Asinelli.

O especialista explica que o teste  genético é indicado quando o médico não consegue finalizar um diagnóstico por meio das vias tradicionais, para o aconselhamento familiar (quando há chances de outra pessoa da família possuir o mesmo problema) e para saber se o paciente corre risco de desenvolver algum tumor ou outra doença crônica.

Além das situações citadas pelo dr. Maximo Asinelli, o endocrinologista Mario Quadros inclui o período da adolescência como aconselhável para a realização do exame.

“Na adolescência existe o aumento da produção hormonal que vai se perpetuar pela fase adulta. No último congresso de endocrinologia, realizado em outubro, para avaliar crianças que não crescem, foi incluído o estudo genético para identificar crianças com doença celíaca (intolerância ao glúten) e com intolerância à lactose (proteína do leite). Então se você possui parentes com doenças crônicas ou crianças e adolescentes com baixo desenvolvimento, retardo de puberdade, você faz o estudo genético antes que a doença se manifeste e você antecipa o tratamento, neutralizando  muita coisa”.

CUSTOS

Segundo o nutrólogo Maximo Assinelli, o custo de um teste genético hoje não chega à 20% do que era há alguns anos. “A tendência é a popularização a partir do momento em que a tecnologia se aperfeiçoa”.

Mario Quadros também chama atenção para a redução dos custos em tratamentos e exames. “O teste faz com que a gente tenha baixo custo de tratamento, porque você não precisa usar tanto remédio, além do  baixo custo de diagnóstico, porque você não precisa fazer tantos exames laboratoriais como antes”, explica.

Atualmente, quando há necessidade do teste genético, o endocrinologista encaminha seus pacientes para a clínica Mayo, em Jacksonville, Flórida (EUA), mas ele informa que há o interesse da rede de laboratórios Sabin, que possui sede em Brasília e filial em Manaus e outras cidades, de passar a realizar o exame na capital ainda este ano.

“Entrei em contato com o laboratório Sabin e eles estão iniciando os testes em voluntários na capital federal  para que em novembro os testes comecem a ser feitos em Manaus”, informou, acrescentando que em Manaus já existem laboratórios que realizam testes genéticos para detectar  alterações nos cromossomos sexuais que causam as síndrome de Turner e  de Klinefelter.