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CIRANDA

Tradicional trata da história de Manacapuru, causos e personagens no 21° Festival

A ciranda trouxe como tema para esta temporada "Manacapuru: o Início da História foi Assim", contando as histórias populares da cidade interiorana e, claro, não deixando de fora a preservação da fauna e flora amazônicas 03/12/2017 às 00:35 - Atualizado em 03/12/2017 às 00:42
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Foto: Jair Araújo
Paulo André Nunes Manacapuru (AM)

O segundo dia do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru, município localizado a 84 quilômetros de Manaus, foi marcado pelo resgate da própria história da cidade por parte da Ciranda Tradicional. 

A ciranda trouxe como tema para esta temporada "Manacapuru: o Início da História foi Assim", contando as histórias populares da cidade interiorana e, claro, não deixando de fora a preservação da fauna e flora amazônicas - o balneario do Mirití foi um dos locais homenageados.

O tema foi contado em três atos: "A Gênese do Avesso Desvendando o Começo do Chão", "Anônimos na Cultura Popular" e "Progresso Cultural e Momento Atual e Contrastes Contemporâneos".

O primeiro ato de impacto foi quando o Apresentador Fabiano Neves adentrou a arena içado por um guindaste e se transfigurou como contador de histórias. A primeira alegoria foi uma embarcação que trouxe uma oca e indígenas que formaram o cordão de entrada.

Em meio às arquibancadas do povão veio o cantador oficial Bruno Souza, antecedendo o cordão de cirandeiros que veio luxuosamente vestido de vermelho, dourado e branco. As belas fantasias "casaram" com a coreografia dos cirandeiros. 

O cantador voltou a interagir com seus torcedores indo novamente para o meio do público apresentando músicas alusivas à sua galera.

A Porta-Cores Rosana Carvalho veio das alturas trazida por um beija-flor gigante: a alegoria foi içada por um guindaste.

Caravelas, bem-te-vi e tartarugas foram algumas das estruturas que chamam a atenção dentro da Arena do Cirandódromo. A Princesa Cirandeira, por exemplo, foi conduzida à Arena  no momento em que foi executada uma canção sobre a preservação das tartarugas.

Da boca de uma grande cobra surgiu a Cirandeira Bela Anne Santana, que evoluiu com graça, leveza e entusiasmo - sua fantasia era prata e preto, com um gigantesco cocar.

O clube de futebol Princesa do Solimões, da própria Manacapuru, foi exaltado por meio de uma canção. Os causos do Burro Maia e o Roubo dos Ovos do Galo Dourado também foram relembrados.

Toda a evolução da agremiação foi acompanhada com entusiasmo pelos membros da Torcida Organizada Tradicional (TOT) nas arquibancadas do Cirandódromo.

O final da apresentação da Tradicional não foi uma simples apoteóse, mas uma imersão de todos oa itens oficiais junto à galera no meio do povão. A se julgar pelo que apresentou a ciranda entra na briga pelo título do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru.

O 21° Festival de Cirandas encerra neste domingo a partir de 21h com a apresentação da agremiação Flor Matizada. A apuração acontece segunda a partir de 16h no próprio Parque do Ingá.