Publicidade
Entretenimento
Música eletrônica

Se apresentando em Manaus nesta sexta-feira, DJ Aninha fala sobre a carreira

Em entrevista exclusiva para o Bem Viver, artista conta sobre seu inicio na música eletrônica, principais apresentações que ja fez e revela carinho especial pela capital amazonense 15/02/2017 às 05:00
Show bv0115 001f
Com passagens por diversos países da Europa e América Latina, DJ residente do Warung Beach Club traz o melhor do House e Techno Music
Juan Gabriel Manaus (AM)

Ela domina as principais pistas de dança ao redor do mundo com seu estilo característico de tocar. Prestes a completar 15 anos de uma respeitada carreira que já contou com apresentações em países como Alemanha, Áustria, Itália e Espanha, DJ Aninha faz uma parada em Manaus no próximo dia 17, para comandar a festa House State, no Madeira Fashion Mall, bairro Vieralves.

Residente de um dos mais renomados clubes de música eletrônica do país desde 2005, o Warung Beach Club, Aninha flerta com sonoridades inovadoras, sem deixar de lado as características da House Music e do Techno, estilos que a consagraram. Para o Bem Viver, a artista falou sobre seu começo na música, as principais mudanças no cenário eletrônico brasileiro nos últimos anos e até como foi encarar a resistência da família ao abandonar a faculdade para se dedicar a carreira.

Quando e como foi o teu primeiro contato com a música eletrônica?

Não tenho uma data específica, mas eu era criança, devia ter uns 4, 5 anos de idade, quando ouvia Kraftwerk (álbum Trans Europe Express de 1977), com a minha mãe e meu tio em Blumenau, Santa Catarina.

Quais as principais diferenças que você pode observar entre a cena eletrônica de quando você começou e a de hoje?

Profissionalização, qualidade estrutural/qualidade na programação dos eventos/clubs e volume de artistas na cena.

Abrir mão da faculdade para se dedicar integralmente a música. Me fala um pouco sobre esse período. Houve muita resistência da família quanto a essa mudança?

Foi muito natural. Comecei a viajar ao ponto de estar mais na estrada do que dentro da sala de aula. Me enchia de alegria o fato de poder fazer o que realmente gostava e obviamente me sentia presa em uma faculdade de Marketing. Minha família no início não gostou, muito menos apoiou. Não ganhei suporte deles na compra dos equipamentos, enfim fiz tudo sozinha. O respeito só chegou com o tempo da parte deles. 

São vários os países por onde você já passou a trabalho. Qual a principal diferença entre o público estrangeiro e o brasileiro?

Sim, o que dita é a cultura. Culturas diferentes, experiências diferentes. Os latinos são diferentes dos outros povos. Muito mais calorosos, energéticos e dramáticos (risos). 

Como é ser mulher e DJ em um cenário predominantemente masculino?

É normal, essa história de preconceito já acabou faz tempo. Como todo trabalho, sendo homem ou mulher, o importante é ser competente, responsável e amar o que faz.

Como é a sua rotina de trabalho?

Trabalho durante a semana na 24bit como empresária, em alguns dias da semana produzo no meu estúdio ou no do Fabø e nos finais de semana, aproveito para fazer as pesquisas musicais, em meio as viagens para tocar em algum lugar do planeta. 

Qual a apresentação mais marcante da tua carreira?

Tenho algumas belas lembranças. Me apresentei em lugares que nunca passou pela minha cabeça e quando me dava conta, estava lá mesmo! Skol Beats, Warung Beach Club, DC10 (Ibiza ES), Tomorrowland, EUA, Emirados Árabes, Alemanha, Áustria, Colômbia, Bolivia,  Perú, Itália, enfim. Mas o que mais me dar amor é tocar em casa: Warung (Itajaí SC) e Club Vibe (Curitiba PR)

Essa não é a primeira vez que Manaus recebe DJ Aninha. Como é a experiência de tocar no coração da Amazônia e quais lembranças você tem da cidade?

Amo Manaus. Fico sempre feliz quando sei que irei voltar para a cidade. Me sinto bem a vontade para tocar aí, as pessoas são super abertas as novas sonoridades, então sempre saio do óbvio. Tenho amigos queridos, sou apaixonada pela gastronomia e me encanta a exuberante natureza.

Quais conselhos você daria para quem está começando ou pensa em começar a se aventurar nesse universo da música eletrônica?

Siga seu coração mesmo que o mundo ao seu redor diga o contrário.