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MODA

Tricot, tapeçaria e salto baixo: as tendências do alto verão segundo o Time Vogue

Confira as dicas dadas pela colunista Chiara Gadaleta e diretora de moda Bárbara Migliori para fazer bonito na temporada 23/10/2017 às 05:00
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O tricot está em alta na estação (Fotos: Reprodução/Internet)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

E como se faz isso? Desapegando-se de peças com traços muito “certinhos” e “simétricos”. “Acho que tem uma coisa interessante na tapeçaria, no tear [para a moda]. O próprio tricot criou um espaço no Brasil recentemente. Entre outras tendências, eu digo que essa coisa das texturas rústicas, mais naturais, de alfaiataria é algo que está mais em alta. Uma alfaiataria menos certinha, menos careta. Uma camisa assimétrica, um paletó com algum recorte”, afirma Bárbara.

Para cair na gandaia, Migliori explica, por exemplo, que vestidos de festa devem ser cada vez mais usados sem salto alto. “Quanto mais sofisticado, e festeiro ele for, mais baixo o salto deve ser. Vale usar uma rasteirinha e tal. Se você estiver usando um conjunto de cetim encorpado, por exemplo, pode usar uma rasteirinha de cetim também, ou uma rasteirinha de fita fininha, com alguma pedraria”, pondera ela, que para essa temporada ressalta os acessórios como peças de palha e de harpia como os ideais para um look dentro dessa tendência.

(Rasteirinhas com pedrarias tornam o visual mais sofisticado)

Para o dia a dia, a diretora de moda indica peças de alfaiataria desconstruída, e até mesmo a camisaria. “Como usar um terno é muito quente para cá, vale usar uma peça de camisaria, que tem um caimento mais interessante”, coloca Bárbara. Sobre as cores do alto verão, ela afirma que se fala muito em rosa, lilás, e tons de vibração pastel, mas assegura que isso não é uma regra a ser seguida cegamente. “Cada vez mais se pode tudo. Não é questão de cor, mas de silhueta e styling”, complementa.

(Bolsas de palha complementam o visual)

Um olhar além

Ao falarmos em texturas naturais, pensamos em mão-de-obra e matéria-prima alicerçada nesse conceito. À frente do Ecoera, movimento de 10 anos que fala sobre o consumo consciente, a colunista da Vogue Chiara Gadaleta acredita que o estilo e a moda nascem no lugar de cada indivíduo. “Tem muito a ver com a geografia e o clima de cada local”, destaca ela. “Em cada lugar, o estilo encontra seu contorno próprio porque isso promove as questões ambientais, afinal, o que funciona numa cidade não funciona em outra”, relata a italiana radicada no Brasil, lembrando que vem uma vez por mês ao Amazonas realizar projetos de moda sustentável na região e interior e mostra isso como um exemplo de localidade.

(Aposte nas peças de tapeçaria para colorir o look)

A velocidade da moda permite que se crie o conceito de “alto verão” na própria estação. Gadaleta, além de citar os objetos e peças feitos por trabalhos manuais e teares como fundamentais para a temporada, cita também as redes da Amazônia e as tramas de palha que vemos nos ribeirinhos ou nas tribos indígenas. “Combina muito com morototó, que são sementes que a gente está trabalhando com as índias Wai Wai, no Pará. Nós da Ecoera acreditamos que o estilo da pessoa se apodera dela mais do que uma regra colocada por um mercado”, destaca a consultora de moda, lembrando que as preocupações em relação à moda ganham novas vertentes: a busca por saber quais mãos-de-obra e quais matérias-primas concretizam as tendências.