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Trocar o carro ou ter um filho?

Como em qualquer outro contrato, no casamento é preciso haver diálogo entre os “sócios” quanto à gestão dos recursos para garantir o equilíbrio financeiro do casal 05/02/2012 às 10:20
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Os cônjuges precisam decidir quem ficará responsável por quais despesas e avaliar os resultados da gestão financeira
Joubert Lima Manaus

 Desavenças financeiras estão entre os principais motivos de conflito no casamento. Para o consultor de finanças Gustavo Cerbasi, o casal é como uma empresa, a má gestão dos recursos pode levar à falência, isto é, ao divórcio. Para evitar esse desfecho, é preciso discutir e adotar um modelo flexível de gestão. O economista Renilson Silva, que tem experiência com finanças, casamento e divórcio, dá as dicas.

 A primeira questão é sobre quem deve cuidar das finanças do casal. “Uma gestão compartilhada só funciona se ambos tiverem o mesmo perfil financeiro, isto é, se ambos têm a mesma visão quanto ao gasto com responsabilidade e à arte de poupar. Caso contrário, a  solução é deixar a gestão das finanças aos cuidados do cônjuge que tiver mais afinidade”, diz Renilson.

 Mas, para não gerar conflitos, o casal deve entrar em acordo quanto ao objetivo e as metas de cada um. Por exemplo: trocar de carro ou ter um filho? Ou quem sabe seja mais importante eliminar todas as dívidas primeiro. 

Conta conjunta

“Embora seja saudável uma conta conjunta, cada parceiro deve ter seu dinheiro, seus próprios sonhos para suas próprias despesas”, sugere Renilson. Se um dos cônjuges gasta muito e não suporta ser controlado pelo outro, compensa separar a conta conjunta, desde que as contas permaneçam no mesmo banco para reduzir os custos.

Se ambos têm renda, cabe o diálogo para decidir quem assumirá qual responsabilidade. Aquele mais controlado pode ficar responsável por pagar determinadas despesas e, aquele que gasta demais, pode ficar com despesas fixas, como o financiamento da casa ou do carro, por exemplo.

O detalhe aqui é que se o gastador assumir a responsabilidade de fazer as compras ou pagar as despesas correntes, ele pode se exceder e faltar dinheiro. Já assumindo despesas fixas, não há como se exceder.