Publicidade
Entretenimento
Casa artista

Uma casa rústica e ao mesmo tempo contemporânea

O artista plástico Alessio Júnior abre as portas de seu lar e mostra que casa de artista não precisa ser uma bagunça 19/09/2012 às 13:18
Show 1
Apesar de não ser muito grande, a casa de Alessio multiplica os espaços com o uso do vidro
Felipe de Paula Manaus

Se você pensa que casa de artista é aquela bagunça, com quadros, peças e tinta espalhados por todos os cantos, é melhor rever seus conceitos. Provando justamente o contrário, o artista plástico Alessio Junior usou de todo o seu talento como anfitrião e abriu as portas de sua casa para o Vida&Estilo Décor. O resultado você vê nas fotos dessa edição, capturadas pelas lentes do fotógrafo Juca Queiroz.

Catarinense de Jaraguá do Sul, foi em Manaus que Alessio fincou suas raízes profissionais. Também foi aqui que ele fez o curso de gastronomia, outra paixão do artista. “Meu lugar preferido na casa é a cozinha”, diz ele, que nas aulas da faculdade levava os pratos (não as receitas, os pratos) feitos por ele para montar o cardápio sugerido pelos professores. “Na apresentação, na montagem, você acaba tendo interferência nas artes plásticas”, teoriza.


 A casa

Projetada e construída numa bem sucedida parceria com o amigo e arquiteto Júlio Reis, a casa de Alessio Junior tem a virtude de multiplicar os espaços através das paredes de vidro, evidenciando uma linha ao mesmo tempo rústica e contemporânea. “É pequeno mas ao mesmo tempo não tem a claustrofobia do espaço”, diz ele, que, como artista (e sagitariano) inquieto, “tem que mudar” a casa de vez em quando. “Já mudei a casa umas quatro vezes. Ela não pára”, brincou.


Multiplicidade

Para Alessio, as constantes transformações estéticas são próprias da alma do artista, pois conduzem o trabalho criativo para longe do comodismo. “Cotidiano muito certinho me incomoda”, diz ele, para quem a casa transmite um pouco de sua própria personalidade.

“Eu não tenho um gosto exatamente definido, gosto de me arriscar, experimentar novas linhas e a casa acaba traduzindo um pouco isso”, completa o artista que tem no seu primeiro andar (a casa tem mais três pisos) a cozinha, uma área externa e seu local de trabalho. “É tudo muito integrado”, diz ele, apesar de saber dividir muito bem o ambiente doméstico com o ritual de trabalho. “Quando saio por essa porta (cozinha), dou três, quatro passos, estou no ateliê, onde esqueço que estou em casa. É meu local de trabalho”.