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ANOS 80 DE VOLTA

Universitários de Design da Ufam criam jogo de tabuleiro baseado em 'Stranger Things'

Jogo de tabuleiro traz diversos elementos da série e uma jogabilidade mista de dados com perguntas e respostas 09/12/2017 às 09:43 - Atualizado em 10/12/2017 às 09:35
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(Foto: Márcio Silva)
Tiago Melo Manaus (AM)

Quatro amigos se reúnem para uma partida de Dungeons & Dragons no 'quarte-general' dentro do porão da casa de um deles, na cidade fictícia de Hawkins, nos Estados Unidos. Assim é o começo da história de Will, Lucas, Dustin e Mike em 'Stranger Things'. Série da Netflix que, com sua ambientação oitentista e influências do terror de Stephen King, conquistou uma multidão de fãs no mundo todo. Do lado de cá, na vida real, a história quase se repete.

Quatro amigos se reúnem com a missão de fazer um trabalho de conclusão de período da faculdade de Design da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus. Assim é o começo da história dos universitários Alexandre Sanches, Aline Lopes, Clara Rezende e Fernanda Hideko, que criaram um jogo de tabuleiro inspirado no universo da série e cujo principal objetivo, bem como acontece na 2ª temporada do programa, é fechar o portal que liga o mundo real ao mundo invertido.

“A ideia para a temática surgiu muito naturalmente. Estávamos no hype da nova temporada e todos do grupo são amantes da série. Não vamos mentir que pensamos em outros temas também, como algo relacionado a divas pop, que tem um público tão grande quanto, mas Stranger Things era mais a nossa cara”, comentou Fernanda Hideko, lembrando que a equipe, a princípio, não tinha muitas expectativas quanto ao jogo, mas que com o decorrer do processo criativo, o entusiasmo foi crescendo e todos decidiram levar adiante o projeto.

Para a preparação do jogo, que por ser um trabalho final de período contou com toda uma metodologia escrita, Hideko conta que o grupo fez diversas pesquisas em produtos similares. “Nosso projeto tem características de alguns boards populares já existentes no mercado. O que fizemos foi juntar algumas dessas ideias, mais as ideias de todos os integrantes do grupo, criando uma jogabilidade bem singular, centrada em envolver das mais variadas maneiras o contexto da série”, afirma a criadora.


Dados, cartas e Demogorgons

De acordo com Hideko, os criadores do board game realizaram uma pesquisa de campo feita com um grupo de 1 mil pessoas para saber quais elementos da série eram os mais importantes para os futuros jogadores e, assim, nortear a produção do jogo.

“Queríamos saber dos fãs que características da série deveriam ser implementadas no jogo e, baseado nas respostas, colocamos tudo o que eles queriam: mundo invertido, Demogorgons, ‘Should I Stay or Should I Go’, os personagens, que são os pinos do game, a história, sistema de perguntas e respostas, os lugares mais importantes, como o laboratório de Hawkins, referências sobre acontecimentos marcantes e muito mais”, adianta a designer.

A criadora ressaltou ainda que, apesar de o produto não estar finalizado, seu cerne já foi definido. “O objetivo principal do jogo é fechar o portal para o mundo invertido e a jogabilidade envolve conhecimentos gerais sobre a série. Em uma partida, que dura de uma a duas horas, podem participar até seis jogadores”, destacou ela.

Versão 2.0

Sobre as mudanças, ela adianta que melhorias serão implementadas tanto na parte estética e física, quanto na jogabilidade do board game, e que alguns detalhes estão sendo acertados de acordo com as novas ideias que a equipe teve.

“Estamos trabalhando em uma nova versão que contará com um tabuleiro maior, maior número de casas com novas funções, novos desafios e uma parte gráfica ainda mais apurada, criada com base em um estudo das cores da série que, ao utilizar uma paleta mais escura, remete diretamente ao mundo invertido”.

O grande vilão

Além dos refinamentos para a versão final, outro detalhe impede o lançamento do produto e sua produção em larga escala: os direitos autorais. “Já fomos aconselhados em contatar a Netflix para ver a questão dos direitos autorias, e é algo que temos muito interesse em fazer. Afinal, o lançamento só pode ser feito se alguma empresa se interessar pelo jogo e se conseguirmos os direitos de usar a marca, o que pode atrasar um pouco o seu lançamento”, afirmou Hideko. 

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