Publicidade
Entretenimento
Videogame democrático

Videogame não tem idade

Superar desafios e desenvolver o raciocínio são as razões dos adultos para cultivar o hábito 09/10/2012 às 10:36
Show 1
O advogado Lincon Tavares e o administrador de redes Gabriel Martins trocam palpites e informações a respeito dos jogos e discutem empolgados sobre os novos games e consoles
Felipe de Paula Manaus

Se você ainda acha que videogame é coisa de criança, saiba que esse pensamento já passou de infantilidade. Sim, porque os meninos cresceram e, o que é melhor, não pararam de jogar. Hoje eles são profissionais bem sucedidos, pais de família, senhores da casa, mas ainda - e porque não? - cultivam o hábito de jogar um bom game com os amigos.

 “Eu cresci em cima de um videogame e vi os jogos eletrônicos nascerem no Brasil”, diz Gabriel Martins, que pela afinidade com a tecnologia desde a infância acabou se tornando administrador de redes de computador. Num dia de trabalho, conheceu o advogado Lincon Tavares e logo descobriu que compartilhava com ele o seu maior hobby.

Hoje eles trocam palpites e informações a respeito dos jogos, discutem empolgados sobre os novos games e consoles e emprestam títulos mutuamente. “Quando você liga o videogame, esquece as preocupações do trabalho e as horas passam voando”, diz Lincon, vendo a prática quase como uma terapia.

Evolução

 Ao serem questionados se jogar videogame é coisa de criança, nossos entrevistados não titubearam em discordar completamente. “Videogame não tem idade”, diz Lincon, defendendo que os jogos estimulam o raciocínio e a coordenação motora. “Você está sempre superando desafios”, completa o amigo Gabriel. Mas eles sabem que nem só de games vive o entretenimento do homem moderno e recomendam os jogos tanto quanto a variação de atividades.

“Sou muito religioso e dou aula de catequese na igreja, mas também gosto muito de sair e conversar com os amigos”, diz Gabriel. Lincon, por sua vez, gosta de malhar e também é fã de paintball, uma modalidade esportiva que bem parece ter saído dos videogames: são dois times num campo de batalhas real, em que as bolinhas de tintas simulam os pontos.

Os fãs do Play Station


O administrador Antônio Oliveira, o fisioterapeuta Jonathan Melo e analista de sistemas Leonardo Garcia se reúnem toda terça e quinta-feira, ainda que virtualmente, para jogarem em rede os seus jogos preferidos no Play Station 3. Nos finais de semana, sempre que podem, se encontram na casa de algum deles. O motivo não poderia ser outro. Jogos como Call of Duty, Crises e Gran Turismo estão na lista dos favoritos dessa turma.


Para eles, não só o público dos games cresceu e evoluiu, como os próprios jogos se desenvolveram muito. “A modernidade quebrou esse paradigma de que quem joga videogame é criança”, diz Jonathan, ao que completa o amigo Antônio. “Nós envelhecemos, mas acompanhamos toda a modernização dos jogos. Além do mais, hoje não precisamos esperar até o Dia das Crianças para comprar os games”, brinca o gamer.