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Zoopsiquiatria e adestramento são opções para deixar seu animal mais educado

Encantadores de Cães - Eles ajudam seu amigo a ser obediente 29/01/2012 às 11:55
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Com dez anos de experiência, Jaiminho adestra tanto cães para fins domésticos como também para trabalhar na segurança de casa e empresas
BRUNO STRAHM Manaus

Ter um cãozinho de estimação é certeza de momentos de pura alegria, mas também pode significar dor de cabeça quando seu animal começa a ter hábitos nada sadios. Alguns tendem a destruir a mobília da casa, atacar as pessoas ou usar a sala de estar como banheiro.

A bacharel em Direito Nayara Morais ganhou um cachorrinho de presente. Hoje, Touche, como é chamado o animal, tem três  meses de pura peraltice. A dona diz que já teve prejuízos com objetos danificados em sua casa. Livros, bichos de pelúcia, blusas, sandálias e até mesmo a fonte de energia do computador estão na lista de “vítimas” preferenciais de Touche, o cão danado.


“Tudo que vê pelo chão ele come ou rói. Não dá para sair e deixá-lo sozinho em casa porque é dor de cabeça na certa quando voltar ”, diz Nayara.

Educação
O Adestrador Jaime Dias da Silva, o Jaiminho, diz que quem faz o cachorro é o próprio dono.

 “Todo cachorro quando chega à casa procura pelo líder, quando não tem ninguém que exerça este papel e lhe dê comando, naturalmente ele se põe nesta posição tornando a convivência muito difícil, ” comenta Dias.

A idade ideal para um pet (cão de companhia) começar o programa de obediência básico é aos seis meses de idade. “Quanto mais cedo ele for condicionado a responder à voz ou gestos de comando, melhor”, recomenda o adestrador. 

Muito da má educação dos cães se deve a falta de atenção de seus donos com eles.  “Coisas simples como demonstrar carinho, repreender na hora certa, passeios regulares. Tudo isso desestressa o cachorro. Ter um pet não é somente dar banho, comida e abrigo, eles precisam de amor”, comenta.

Alternativa
Se seu pet lhe causa problemas e já atingiu a idade adulta, o adestramento torna-se mais difícil, mas não impossível. O ideal é complementar o treinamento    com a chamada zoopsiquiatria. Esta técnica visa investigar a fundo a causa dos problemas do cão. A partir daí, uma série de atividades são desenvolvidas especificamente para o cão, visando a melhoria do problema.

Além de trabalhar com o animal,  zoopsiquiatria  trabalha com o ambiente em que ele vive e com as pessoas que convivem diretamente com o mesmo. Isto porque os donos  muitas vezes são os próprios causadores dos problemas de seus cães, de forma involuntária ou não. Logo, o cão sofre com o stress que lhe é causado.


“Este serviço surgiu pela necessidade que as pessoas têm. Muitas não  sabem transmitir corretamente seus desejos aos seus pets. Isto afeta o relacionamento entre o cão e seu dono.” diz Franklin Oliveira, proprietário da clínica veterinária.

Vínculo emocional
O conceito de terapia para animais ainda é tímido no Brasil.  Existem cerca de dez profissionais no País, e apenas um na região Norte.

Tainá Briteño atende todos os tipos de animais. Mas falando especificamente de cães, ela conta que seu trabalho é ajudar a desenvolver a mente e o vínculo emocional entre o cão e seu dono.

“Observo o comportamento do cão na rua, e em casa com a família. Após esta pesquisa eu posso desenvolver a terapia correta para o animal e dizer quais hábitos o dono deve mudar em relação ao seu pet”,  finaliza a zoopsiquiatra.