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Agricultura de Baixo Carbono é incentivo à sustentabilidade no Brasil

Programa do Governo Federal foi apresentado em breve apresentação de ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues no segundo dia do Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus 23/03/2012 às 19:11
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Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura
Cassandra Castro Manaus

O agronegócio progressista e sustentável  foi abordado pelo ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues na quarta palestra  apresentada durante esta sexta-feira (23) no Fórum Mundial de Sustentabilidade que é realizado em Manaus desde a última quinta-feira (22).  Roberto Rodrigues fez uma breve explanação sobre a Agricultura de Baixo Carbono (ABC) ,programa lançado pelo Governo Federal que pretende incentivar práticas sustentáveis na agricultura brasileira.

Roberto Rodrigues  afirmou que todo o mundo precisa estar preocupado com duas questões vitais para garantir qualidade de vida e a preservação do meio ambiente:  segurança alimentar e energética com sustentabilidade. Segundo um estudo divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma organização francesa,  a produção de alimentos no mundo deve ter um aumento de 20% até 2020 para evitar a escassez alimentar e a fome. Rodrigues apontou a Agricultura de Baixo Carbono como uma alternativa para que o Brasil deslanche nesta produção de alimentos, apostando em projetos como o de recuperação de áreas degradadas de pastagens,  plantio direto na palha, uma tecnologia já aplicada no Brasil e a integração lavoura-pecuária-floresta . Depois da apresentação de Roberto Rodrigues , foi aberto o tempo para debates.

O Brasil tem tecnologia, mas falta estratégia para que ela seja melhor usada, disse o ex-ministro respondendo a questionamentos sobre a agricultura orgânica e também o uso de agrotóxicos. Para Roberto Rodrigues,  o Brasil é um país tão vasto que possui espaço suficiente para todos os tipos de agricultura existentes e defendeu o aprimoramento tecnológico para o desenvolvimento de substâncias menos nocivas às culturas agrícolas.

Uma pergunta feita pelo presidente do LIDE Sustentabilidade e da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin sobre o Código Florestal levantou questionamentos durante o debate. Roberto Rodrigues  afirmou que o relatório de Aldo Rebelo era equilibrado e que o que se discute agora na Câmara é se permanece o original ou se serão feitas modificações. Kumi Naidoo disse que o Greenpeace vai se mobilizar para que o código não seja aprovado porque o Greenpeace encara  a lei como um retrocesso.  Kumi Naidoo  disse que a presidente Dilma não deve aprovar esta lei e conclamou o povo brasileiro para virar este jogo e garantir que a legislação não defenda apenas um setor e sim o interesse público.