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Amazonas quer tornar-se grande produtor de calcário e potássio

O Gruto de Trabalho da Semgrh concluiu que calcário extraído da mina do Jatapu é suficiente para atender a demanda pelo insumo dos produtores de alimentos e pecuaristas da zona rural de Manaus e dos demais municípios da Região Metropolitana. 14/12/2012 às 15:04
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Mina de Jatapu no interior do Amazonas
acritica.com Manaus (AM)

O estado do Amazonas reúne condições para deixar de importar 100% de insumos agrominerais usados na produção agrícola e pecuária para tornar-se um importante produtor de calcário e potássio, atendendo não apenas o mercado interno, mas também todos os demais estados do país.

Essa foi a conclusão do Grupo de Trabalho de Insumos Agrominerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), para definir ações estratégicas que farão parte da política estadual de exploração sustentável dos recursos minerais do estado do Amazonas.

Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (14) durante a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Geodiversidade, pelo secretário de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava.

Depois de quase um ano de atividades, o GT, que reúne técnicos de 14 instituições públicas, federais e estaduais, ligadas aos setores primários e minerais, além da Federação da Agricultura do estado do Amazonas (FAEA) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri),  concluiu pela viabilidade econômica e social da exploração do calcário da mina do Jatapu, no município de Urucará, para uso agrícola, cujas amostras foram analisadas pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias da Amazônia (Embrapa).

O grupo também já iniciou o trabalho de identificação do potencial do calcário do Rio Parauari, em Maués, para uso como corretivo de solo para produção de alimentos.

Ainda em relação ao calcário, Daniel Nava informa que a partir de uma visita dos técnicos do GT de Insumos Agrominerais à Companhia de Mineração de Rondônia, foi estabelecida uma parceria entre os governos do Amazonas e de Rondônia para viabilizar a venda de calcário agrícola aos produtores da região Sul do Amazonas.

De acordo com o secretário Daniel Nava, o governo do estado, por meio da Semgrh e da Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan) também está realizando estudo de viabilidade técnica e econômica para implantação de uma planta de produção de dolomita - minério de uso agrícola como corretivo do solo - da empresa Dolomita Amazonas S/A, que vai importar o minério do Peru e beneficiá-lo em Tabatinga.

Silvinita

Ainda este ano, o Grupo de Trabalho de Insumos Agrominerais visitou os municípios onde estão localizadas as reservas de Silvinita, minério de onde se extrai o potássio: Autazes, Itacoatiara, Itapiranga e Nova Olinda do Norte.

Em Autazes, os técnicos participaram de audiências públicas e estão acompanhando o desenvolvimento das pesquisas. Os técnicos também foram conhecer in loco as operações da mina e da planta de beneficiamento de potássio, no município Rosário do Catete, em Sergipe. Essa é a única mina brasileira do minério em funcionamento, cujas reservas se esgotam em 2019.

“Com a exploração das reservas de potássio do Amazonas, o estado tem a condição de tornar o Brasil auto-suficientes, nos próximos 15 anos, tempo necessário para conclusão das pesquisas e desenvolvimento das minas e plantas industriais em Autazes, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara e Itapiranga”, afirma o secretário Daniel Nava.