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Amo do boi quase deixa o bumbá Caprichoso

Edilson Santana conta como quase jogou fora os oito anos de história no boi azul e o sufoco que passou para reverter a situação no bumbá 25/06/2012 às 14:59
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Amo do boi Caprichoso, Edilson Santana
Artur César Parintins (AM)

O arrependimento bateu quase que imediatamente no amo do Boi Caprichoso, Edilson Santana. Em maio, logo depois de entregar a carta renúncia do cargo à diretoria do Bumbá, ele parou para pensar no que tinha acabado de fazer: em razão de outros compromissos profissionais, Edilson estava largando oito anos de história no Boi de Estrela. Em pouco tempo conseguiu reverter a situação e foi confirmado novamente como item do bumbá.

“Estava levando a situação de forma bem natural até eu falar com a presidente (Márcia Baranda). Quando eu desci do apartamento dela, entrei no carro, pensei: ‘Pera aí, isso que aconteceu aqui é um negócio muito sério! Não tenho como ficar longe do meu boi’”, conta Edilson. Aí o negócio foi correr para adequar a agenda e poder estar inteiro no Festival. “Durante os 19 dias que fiquei afastado não conseguia dormir direito. Voltei com a presidente pedindo quase que pelo amor de Deus para voltar. Ainda bem que ela ainda não tinha escolhido um substituto”, brinca.     

Mas Edilson Santana garante que a despedida definitiva foi apenas adiada. O amo entra, este ano, pela última vez na arena para defender  a cor azul como item oficial. “Vou fechar esse meu ciclo no Boi com chave de ouro, sendo campeão do Festival”, promete.

De acordo com ele, hoje os bois atingiram um nível de profissionalização que exige de seus integrantes dedicação quase que integral. “Alguém que quer  ser item não pode colocar o Boi em segundo plano”, afirma. Atualmente, Edilson está envolvido, entre outras atividades, com sua empresa de iluminação e sonorização “Amazon Beat”, além de trabalhar no projeto de sua loja de equipamento de som. “Minha vida paralela está um pouco abandonada. Tenho me doado todos esses anos ao Boi, mas acho que ele merece mais. Sei que o Caprichoso é rico em talentos e vão achar um ótimo substituto para o meu posto”, acredita, e adianta não ver problema nenhum em voltar, ano que vem, a ser backing vocal, ainda mais para o grande levantador Davi Assayag. “Nesse sentido todos sabem que sou totalmente despido de vaidades”, destaca. 

Edilson, que começou na função no boi contrário, em 1996, explica que depois de passar três anos como levantador do Caprichoso (sendo bicampeão pela agremiação), não sentiu-se diminuído ao ser substituído por Davi. “A minha história como artista é muito sólida. Não preciso provar nada”, provoca.

Erros

Quando anunciou a “saída” do Boi, muita gente falou que Edilson estava se afastando porque errou duas vezes durante a gravação ao vivo do DVD e Blue-Ray do Caprichoso. Sobre o caso, ele fala pela primeira vez. “Às vezes o Boi quer que você seja uma máquina... Quiseram mudar um verso inteiro de uma hora para outra, aí não tem milagre. Aí vai ter erro”, finaliza o amo.