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Especial
Compositores do Garantido

Amor pela associação é a maior inspiração para os poetas do Garantido

Apesar da inspiração surgir de diversos lugares, todos, citam um elemento essencial: a paixão pelo Garantido 18/03/2013 às 16:36
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Compositores do Garantido garantem que toadas vão marcar o centenário
Adan Garantizado Manaus (AM)

Fazer as toadas que embalam os três dias de apresentação do Garantido é uma tarefa árdua que requer muita inspiração e conhecimento. Compor aquela música que cai na boca da galera ou que vira um “hino” para o boi então é tarefa para poucos. Conversamos com alguns compositores, tanto da nova quanto da velha guarda para tentar descobrir os segredos do sucesso de uma toada. Apesar da inspiração surgir de diversos lugares, todos, citam um elemento essencial: a paixão pelo Garantido.

Autor de “Além da sensibilidade”, toada que vem pintando como um dos “hits” do centenário, o compositor Marcos Boi, 38, ressaltou que a tradição do boi deve vir em primeiro lugar. “Nós devemos ter muito respeito às tradições. É nela que devemos fundamentar tudo. Aí, o amor pelo Garantido faz o resto. É se entregar de corpo e mente”, disse. Para o analista ambiental Geandro Pantoja, 35, que conseguiu emplacar as toadas “Ritual dos Parintintins”, Folclore do Povo Brasileiro”, e “Curupira” neste ano, a pesquisa é fundamental. “Nas toadas de lendas e ritual é sempre necessário uma pesquisa sobre a cultura e os povos indígenas da Amazônia. A vivência que tive desde criança na Baixa do São José ajuda muito. Cresci acompanhando Emerson Maia, Tony Medeiros, Tadeu Garcia... A inspiração vem daí”, revelou.

Gilnei Junior, 30, é especialista em músicas de galera. Para ele, o segredo é colocar o sentimento na letra. “A toada é feita com sentimento, com paixão. essa é a nossa maior inspiração. O Boi Garantido é o maior amor de cada compositor”, contou. Com a autoridade de quem compôs alguns clássicos do Garantido como “Vermelho” e “Boi do Carmo”, Chico da Silva, 67, acredita que compor é questão de vocação. “Tem que vivenciar, conviver com ídolos. O sucesso é o público que decide. O festival é como se fosse uma feira de música. O torcedor vai lá e pega o que ele quer escutar. Não há uma fórmula”, diz Chico.