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Brasil perde da Austrália e só se classifica se vencer seus próximos dois jogos

Com os 67 a 61 para a Austrália, o time de Luiz Cláudio Tarallo soma três derrotas em três partidas. As chances de classificação ainda existem 01/08/2012 às 12:32
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Nadia tenta o toco sobre jogadora da Austrália em terceiro desafio do Brasil na Olimpíada
Uol/ Esporte ---

O jogo da seleção brasileira feminina de basquete não foi ruim. Mas, agora, o Brasil oficialmente está em uma situação complicadíssima no torneio olímpico. Com os 67 a 61 para a Austrália, o time de Luiz Cláudio Tarallo soma três derrotas em três partidas. As chances de classificação ainda existem.

Para isso, o time precisa vencer o Canadá, que perdeu mas equilibrou o duelo em todas as suas partidas em Londres até agora, e o Reino Unido, que reuniu uma seleção inexperiente para os Jogos, nas últimas duas rodadas. Ainda assim, duas vitórias não aliviariam muito a barra da seleção: se a classificação vier, as brasileiras passam em quarto lugar e enfrentam o líder da outra chave, provavelmente os EUA.

O vexame, porém, não seria tão grande quanto o de Pequim. Em 2008, comandada por Paulo Bassul, a seleção deixou a Olimpíada chinesa com só uma vitória, sobre Belarus, e terminou na penúltima posição.

Em quadra, os problemas que a equipe mostrou em suas duas primeiras partidas persistiram. O time que Tarallo levou para Londres sofre muito para pontuar. A única que consegue fazer isso com consistência é Érika. Sozinha, porém, a pivô não faz milagres. Ainda mais tendo de lidar,  na defesa, com um garrafão australiano formado por Lauren Jackson e Liz Cambage - não é de se espantar que acabou eliminada com cinco faltas no quarto período.

As outras jogadoras se esforçam, é preciso admitir, mas ainda assim falta material humano. Karla, única fora do garrafão capaz de pontuar, tem um arremesso certeiro de longe e foi muito bem, tanto que acabou como a cestinha do jogo, com 22 pontos. Mas é pequena e teve problemas para aparecer quando as australianas apertaram a marcação no último período. Adrianinha, que já foi brilhante em outras participações olímpicas, não tem mais a mesma velocidade ou controle do jogo - prova é que errou mais (2) do que deu assistências (1).

Damiris é outro exemplo: jovem e talentosa, mas com problemas quando coloca a bola no chão para buscar seu arremesso – e a seleção não tem nenhuma jogada desenhada para ela, para aproveitar seu bom chute próximo à tabela.

O resultado disso foi uma vitória em que a Austrália mostrou deficiências, mas venceu. Nos dois primeiros quartos, o Brasil não conseguiu marcar mais do que dez pontos em cada (10 e 8 pontos foram as parciais). No segundo tempo, é bom ressaltar, as coisas melhoraram. No terceiro período, as brasileiras marcaram 22 pontos. No quarto, foram mais 21.

No fim do jogo o Brasil até teve chances. Após estar perdendo por 13 pontos, chegou ao minuto final com cinco pontos de desvantagem. Erros de Adrianinha e Nádia, porém, acabaram com ataques que poderiam cortar a o placar para diferença de uma cesta.