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Cercas invisíveis do medo

PM ocupa beco do Mossoró, bairro São Francisco, após denúncias de A CRÍTICA 19/04/2012 às 09:36
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Sirenes nas ruas já não bastam e ações isoladas da polícia não são eficazes
Jornal A Crítica Manaus

O Governo do Estado já investiu R$ 110 milhões na segurança, somente na implantação do programa de segurança pública Ronda no Bairro, que já está funcionando há mais de um mês em 10 bairros da Zona Norte. O retorno desse investimento foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública como positivo devido a redução dos índices de criminalidade na área, com destaque para os crimes de homicídios.

Enquanto o programa Ronda no Bairro não chega, a reclamação dos moradores das outras zonas é de que a bandidagem aumentou nesses locais. A sensação de insegurança prevalece, ruas são “fechadas” por traficantes com amontoados de lixo, arrombamentos de caixas eletrônicos e sequestros relâmpagos se revezam em ciclos com picos de ocorrências. E o cidadão continua preso dentro de casa.

De acordo com o secretário executivo do Ronda no Bairro, Amadeu Soares, a expectativa é que até o final do mês de junho mais quatro zonas da cidade - Leste, Oeste, Centro-Oeste e  Centro-Sul - sejam contempladas com o programa. Ele explica que o investimento não está limitado apenas aos dez bairros, mas, também, na reestruturação do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), no aluguel de viatura com plataformas, reaparelhamento das viaturas antigas e também na construção e reestruturação dos Distritos Integrados de Polícia (Dips), e também na capacitação e treinamento de policiais e nomeação de novos policiais.

Por medo de represálias o ambulante F.A., 42, morador da rua Santo Antônio, bairro Coroado I, Zona Leste, não revela seu nome. Ele conta que morapróximo a um DIP e que, em uma extensão de 150 metros até chegar ao “QG da polícia”, funciona uma boca de fumo. Ele diz que é comum ver um traficante conversando com policial militar, dentro da viatura.

FA denuncia ainda que na mesma rua há um traficante conhecido como William, que se passa por mototaxista para entregar droga sem ser parado pela polícia e que o mesmo ainda intimida os moradores do local que ameaçam denunciá-lo. O autônomo disse que sai para trabalhar de manhã, volta para casa e não sai mais na rua com medo de ser assaltado.

Segundo F.A., a expectativa dele é grande para a implantação do Ronda no Bairro na Zona onde ele mora. Ele disse que tem um sobrinho, que mora na Cidade Nova está contente com o resultado do programa.

Veja o debate completo na edição especial do Jornal A Crítica desta quarta-feira.