Publicidade
Especiais
Especiais

Cresce 40% pedidos de seguro desemprego

No primeiro semestre, foram solicitados 91,5 mil pedidos contra 65 mil em 2011 21/07/2012 às 16:59
Show 1
Cresce procura por seguro desemprego
Renata Magneti Manaus

Aproximadamente 91,5 mil trabalhadores solicitaram o benefício de seguro-desemprego neste primeiro semestre do ano, ou seja, 40,7% a mais que o mesmo período do ano passado, quando foram requisitados 65 mil benefícios. Os dados são das unidades do Sistema Nacional de Emprego do Amazonas e de Manaus (Sines).

Os pedidos estão relacionados a vários setores da economia, inclusive o número de demissões do primeiro semestre no Polo Industrial de Manaus (PIM), que já ultrapassou 8 mil postos de trabalho perdidos.

 Na avaliação do superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE), Dermilson Chagas, a situação econômica de Manaus é reflexo da crise nacional e mundial.

 “Nossa economia é baseada no polo e, se o polo vai mal, consequentemente, se demite mais, a produção cai e isso afeta a arrecadação do município, do Estado e o nosso crescimento”, comentou Chagas.

Foram solicitadas 84 mil benefícios de seguro-desemprego, via Sine Amazonas e 7,5 mil pelas unidades do Sine Manaus. De acordo com o diretor do Sine Amazonas, Paulo Junior, somente no primeiro semestre deste ano o Ministério do Trabalhou autorizou 41 mil seguros, do total solicitado.

“Na verdade, nem todos que solicitaram o benefício tinham direito. E o número de solicitações é muito maior ao do registrado no mesmo período do ano passado que foi de 60 mil”, afirmou Paulo Junior.

De acordo com Paulo Júnior, a oferta por empregos nos primeiros seis meses deste ano foi baixa. Na avaliação do diretor do Sine Manaus, Thiago Medeiros, no balanço feito entre a oferta vagas e carteiras assinadas, o mês de maio, por exemplo, encerrou com baixa de mil vagas. Nesse período, foram concedidos de 7.500 benefícios.

Baixa Produção no PIM

Na indústria, o sinal de que as coisas vão mal a cada dia ganha um novo episódio. Segundo o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos e industriário da Honda, Raimundo de Oliveira, os operários da montadora japonesa retornaram das férias coletivas de 10 dias e por dia estão produzindo 4,9 mil motos.

 “O volume é baixo se comparado com as 7 mil unidades produzidas no mesmo período em 2011”, ponderou Oliveira.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, parte dos industriários da Yamaha está em férias coletivas e a produção antes de 21 mil motos ao mês, está em 17 mil.

Para o economista, Martinho Azevedo, as demissões, os pedidos de seguro-desemprego junto ao Ministério do Trabalho (que está em greve em Brasília) e a baixa produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) mostram que o País precisa de planejamento e estruturação econômica.