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Cursos de inglês online ganham força na internet

Com crescimento da banda larga e avanço da inclusão digital, cursos online começam a rivalizar com escolas tradicionais de inglês. Conheça aqui os prós e contras 04/06/2012 às 18:17
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Durval Braga Neto, da Alliance Group - ferramenta digital para reposicionamento estratégico da empresa
Joubert Lima Manaus (AM)

O estudo realizado pela ComScore mostra que 42% dos brasileiros ficam conectados à Internet por duas horas diárias, em média, seja por computador ou smartphone. Soma-se a isso o fato de que apenas 8% da classe A-B fala inglês (na classe C são apenas 3%) e está pronto o cenário para o avanço dos cursos online. São escolas que disponibilizam aulas e material de estudo como vídeos, áudios e jogos exclusivamente pela Internet.

Essa modalidade de ensino tem conquistado milhares de usuários a cada ano, atraídos por vantagens como preço - são mais baratos que os cursos tradicionais - e a facilidade de estudar em casa.

Uma rápida pesquisa no Google vai revelar uma enorme profusão de cursos online de inglês, como Englishtown, Open English, In Company e a amazonense Alliance, que disponibiliza uma ferramenta de ensino nessa modalidade, o E-Teacher, solução oferecida em parceria com a Pearson, líder mundial em soluções educacionais.

Geralmente, os cursos têm duração de um ano; as escolas vendem a ideia de que o aluno pode obter fluência nesse período. A enfermeira Maria Sônia Silva, 24, está gostando. Ela estuda inglês online há quatro meses. “Nunca consegui frequentar aulas em cursos presenciais. Eu sempre desistia. A solução foi fazer pela Internet. No começo foi um pouco difícil, mas depois que peguei o jeito, senti que estava, finalmente, aprendendo”, conta.

O professor Denilso de Lima, que mantém o site inglesnapontadalingua.com.br, orienta que é preciso muito critério antes de escolher uma escola. Uma dica é consultar o site reclameaqui.com.br e ver como andam as reclamações sobre o curso em questão. As próprias escolas mantém páginas nas redes sociais, onde é fácil obter a impressão de alunos.

Contraponto

Especialistas concordam que os cursos online são muito eficientes, mas alertam: não são para todo mundo. Algumas pessoas simplesmente precisam da proximidade física de outras para aprender, outras não dispensam a interação direta com o professor. Os cursos online reconhecem essa limitação e criaram mecanismos de compensação.

O site Englistown disponibiliza uma modalidade de curso com professor particular, em que o aluno contrata um número determinado de aulas privativas. Já o Open English oferece consultores pessoais que telefonam para o aluno a cada 15 dias para avaliar seu aproveitamento.

Mesmo assim, é preciso considerar seu próprio grau de autodidatismo antes de se matricular. Como o aluno é responsável por seu próprio horário, disciplina para assistir as aulas é fundamental. Em caso de desistência, não adianta argumentar que não assistiu as aulas para pedir reembolso proporcional.

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