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Desafio do profissional 3.0

Para uma especialista em recursos humanos, se você passa a investir tempo e dinheiro em seus colaboradores e aperfeiçoamento dos serviços, seu negócio tende a crescer 12/10/2013 às 23:00
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Kátia é mestra em Engenharia de Produção e especialista em Administração de Recursos Humanos
Adan Garantizado Manaus (AM)

Buscar uma mudança no modelo educacional, que proporcione a formação de profissionais que valorize o conhecimento e a inovação e não apenas as habilidades “industriais”. Este é um dos objetivos da professora Kátia Andrade, que faz parte da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Amazonas (ABRH-AM).

Na última semana Kátia realizou palestra em Manaus, onde falou sobre o conceito que tenta disseminar pelo país. O “profissional do mercado 3.0”, como ela gosta de chamar, ainda é um modelo ainda embrionário.

Uma parceria firmada entre Suframa, empresas e instituições de ensino - “Pacto para a educação do desenvolvimento sustentável no Amazonas” - promete dar uma acelerada na construção do novo perfil profissional local. “Essa adaptação às exigências desse novo cenário 3.0, onde o domínio da tecnologia são exigidos em todos os setores profissionais. Não importa se é um administrador ou alguém da área de saúde. Isso agrega muito valor ao currículo”, pontuou.

A especialista da ABRH acredita que a economia mundial encontra-se em processo de evolução tão profundo como foi a revolução industrial, nos séculos XVIII e XIX. “Nós estamos vivenciando uma nova transição. A economia está deixando de ser baseada no modelo industrial ou na cultura da terra. O profissional crescia voltado para estes setores. Hoje, não mais. A geração da riqueza, vai se basear no conhecimento e no poder de inovação das pessoas. Este será o futuro”, defende Kátia.

Mudança

Kátia acredita que discutir o modelo educacional é mais que necessário no atual momento. Segundo a especialista, o atual formato de educação tem mais de 100 anos e não estimula o cidadão a pensar de maneira coletiva. “O modelo de desenvolvimento cartesiano só pensa em partes. Mas ele é moldado pelo que o mercado quer. A mudança é mais do que oportuna. É a formação educacional quem deve mudar o mercado”, frisou. As tecnologias serão uma grande aliada no processo, de acordo com Kátia. “

Todo mundo tem acesso à tecnologia. Isso facilita as coisas, principalmente o acesso à informação. Hoje, a competição mede quanto as pessoas estão capacitadas para transformar toda a informação que nos é oferecida por estes aparelhos tecnológicos, em conhecimento. Esta é a tendência”, comentou a especialista da ABRH.

Convergência

Outro ponto defendido por Kátia Andrade em suas palestras é a integração entre os vários segmentos envolvidos no tripé escola-profissional-empresa. E o pacto para a educação do desenvolvimento sustentável no Amazonas é uma das ferramentas “poderosas” que podem fazer esta convergência. “O sistema local de inovação e desenvolvimento ainda caminha de maneira embrionária, mas já possui uma série de incentivadores como a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)... Agora é mais do que necessário que eles se integrem aos trabalhos desenvolvidos pela Ufam, Uea e outras universidades. Nenhum projeto terá sucesso se caminhar de maneira isolada. Apenas assim, vamos evitar esses constantes ‘apagões’ de talentos que enfrentamos”, conclui.


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